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A memória muscular explicada

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Quase toda a gente sabe que quando se para de praticar musculação, passado algum tempo começa-se a perder força e massa muscular de forma gradual (atrofia muscular), basicamente perde-se uma parte dos ganhos obtidos com esforço no ginásio.

Mas também acontece muitas vezes que quando se recomeça os treinos, também se recupera em poucas semanas a massa muscular e a força que se perdeu, e muitas vezes também com uma diminuição da percentagem de gordura corporal.

O que facilita imenso a recuperação da forma física anterior. É como se os músculos se lembrassem do seu estado anterior. Este fenômeno tem o nome de “memória muscular”.

Durante muito tempo teorizou-se que este fenômeno ocorria principalmente devido a mecanismos do sistema nervoso. E embora os mecanismos do sistema nervoso possam explicar os ganhos de força, não explicam como é possível recuperar a massa muscular de forma tão rápida.

No entanto, as investigações mais recentes vieram fornecer novos dados que apontam para a resolução do mistério da memória muscular.

Os mecanismos da memória muscular

Ao contrário de outros tipos de células, as células musculares possuem mais do que um núcleo, podendo chegar a conter centenas de núcleos.

O motivo pelo qual os músculos precisam de um número elevado de núcleos, é porque os núcleos são basicamente os centros de controlo que comandam as células, e dado que as células musculares são muito maiores e também muito mais complexas do que outras células do corpo, a presença de apenas um ou dois núcleos é largamente insuficiente para controlar essa célula.

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As “transformações” de Christian Bale” demonstram bem o fenômeno da memória muscular.

Por isso, quando a massa muscular aumenta de tamanho, também é necessário adicionar mais núcleos. Isto já foi comprovado numa série de estudos, nos quais o número de núcleos aumentou à medida que ocorria a hipertrofia da massa muscular.

Também já foi demonstrado que os utilizadores de esteroides anabolizantes e as pessoas com facilidade em desenvolver massa muscular possuem um maior número de núcleos nos músculos do que o normal.

Tal como acontece quando se trata do aumento da massa muscular, acreditava-se que acontecia o oposto quando se perde massa muscular – ou seja, que se perde alguns núcleos devido ao fato de já não serem necessários.

E esta teoria foi confirmada em estudos que mostraram que o número de núcleos diminui à medida que o músculo atrofia.

No entanto, estudos mais recentes em que foram usados diferentes modelos animais (desenervação, descarga, ablação sinérgica) mostraram que, ao contrário do que se acreditava anteriormente, à medida que o músculo atrofia ou diminui de tamanho devido à inatividade ou falta de exercício (até 3 meses), não existe perda de núcleos nos músculos.

Tal como pode ver na imagem, o tamanho do músculo diminuiu para metade (50%) tal como está representado nas linhas, mas o número de núcleos manteve-se igual (representados pelos pontos verdes).

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O que significa isto? Basicamente significa que uma vez que o músculo reteve a mesma quantidade de núcleos depois de ter parado de treinar, irá ser mais fácil aumentar a massa muscular até ao seu tamanho anterior.

Portanto, esses núcleos das células musculares parecem agir como “células de memória”. Eles “recordam-se” da quantidade de massa muscular que você tinha antes de ter parado de treinar.

Porque é que se pensava que os núcleos musculares desapareciam à medida que se perdia massa muscular?

Os estudos mais recentes usaram uma técnica diferente para estudar esses núcleos.

Em estudos anteriores, os investigadores contaram núcleos que pertenciam ao tecido conjuntivo e outras células (células-satélite). Esses núcleos realmente desaparecem com a falta de treino / atividade muscular.

Por isso, os investigadores assumiram de forma errada que os núcleos musculares desaparecem à medida que a massa muscular atrofia, quando na realidade esses não eram realmente núcleos musculares. Os estudos mais recentes contabilizaram os verdadeiros núcleos dos músculos e não encontraram perdas (1,2,3).

Outras possíveis explicações

Um outro fator que pode ajudar a explicar o motivo pelo qual é mais fácil recuperar a força e massa muscular quando se recomeça a treinar do que quando se começa a treinar pela primeira vez, é porque os praticantes de musculação já conhecem os exercícios, têm uma ideia razoável da forma técnica correta para os realizar e portanto têm as bases para realizar treinos produtivos.

Isto embora a forma técnica nos exercícios também se deteriore quando se deixa de treinar, mas é sempre mais fácil reaprender a técnica dos exercícios do que aprender a realizá-los pela primeira vez.

Conclusão

O fenômeno da memória muscular pode ser explicado em grande parte pelo fato dos músculos manterem o mesmo número de núcleos musculares durante a perda de massa muscular ou falta de treino.

No entanto, estes resultados ainda têm que ser confirmados por estudos em seres humanos.

Existem ainda outros fatores, sobretudo neurológicos e também de experiência de treino, que podem explicar em parte o fenômeno da memória muscular.

Fonte:

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1 Comment

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  1. Gustavo

    26 de julho de 2013 at 20:19

    tradução falha

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Bailarina diz que dança pode ajudar o Brasil a ganhar auto-confiança para vencer na Copa do mundo 2018

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Nanny Azevedo sugere a dança como uma solução pra que os jogadores da seleção ganhem auto-confiança para uma melhor atuação em camp nos jogos da Copa do Mundo 2018 na Russia.
O Brasil estreou na Copa do Mundo 2018 um tanto quanto nervoso, apreensivo. Não vimos a seleção jogar bonito, o tal do “futebol arte” em campo no jogo contra a Suíça, e sim uma sucessão de tropeços. Nossos jogadores estavam descompassados, desalinhados, um passo atrás.
Que a seleção está sofrendo pressão de todos os lados, isso é fato. Mas o que poderia ajudar os jogadores a ganharem auto-confiança e entrarem seguros e relaxados em campo? A resposta pode ser algo inusitado: a dança.

Foto: MF Press Global

A bailarina do quadro Ding Dong do Domingão do Faustão, Nanny Azevedo, propôs em tom de brincadeira, mas com certa propriedade, uma solução para uma atuação com mais presença, atitude e confiança da seleção brasileira em campo, comparando nossos jogadores com a seleção de Rúgbi da Nova Zelândia: dançar.
A ‘haka’, dança tribal maori que virou símbolo dos All Blacks, a equipe de rúgbi neozelandesa, é tradicional realizada há mais de 100 anos no começo de suas partidas, que virou uma marca registrada, alegadamente alivia a tensão e dá aos jogadores energia e confiança para vencer as partidas. Pode funcionar pra Neymar e cia? Tomara.
De acordo com o historiador Jock Phillips, da Universidade de Wellington, a Nova Zelândia sempre teve uma certa insegurança sobre seu lugar no mundo, e essa dança deu a eles auto-confiança para conquistar seu lugar. Para Nanny, ainda que em tom de brincadeira, essa estratégia, quem sabe, pode funcionar para o Brasil tímido e inseguro que vimos em campo no domingo passado: “O time de rúgbi da Nova Zelândia é famoso por usar a dança para atrair boas energias, relaxar e trazer gana, vontade para a partida. Quem sabe o Brasil não precisa disso. Eles estavam muito tensos. Vai uma dança para dar uma relaxada antes do jogo”.
Parece que quem dança seus males espanta. Fica a sugestão pra levantar a moral da seleção brasileira.

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Kelly Key mostra resultados de cirurgias e comemora: “Muita diferença”

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Quinze dias após passar pelos procedimentos estéticos, a cantora finalmente exibiu o corpo em um vídeo postado no YouTube

Kelly Key deixou os fãs de queixo caído ao postar um vídeo em seu canal no YouTube nesta quarta-feira (20/6). A cantora, que fez rinoplastia, lipo nas costas e implantou nova prótese nos seios, mostrou os resultados das cirurgias plásticas e comemorou.

“Agora vocês estão me vendo com 15 dias de cirurgia”, explicou a artista de 35 anos. “O segundo, terceiro e quarto dias são os piores. Parece que você não vai ficar bem nunca”, emendou.

Kelly não se conteve ao mostrar a rinoplastia, procedimento que a agradou por completo. “Muita diferença. Maravilhoso, trabalho lindo. As pessoas diziam que eu não tinha o que fazer, mas eu tinha um osso largo. Está mais ao meu gosto”, disse ela.

Logo depois, a esposa de Mico Freitas exibiu os seios novos, toda orgulhosa. “Esse colo que não tenho há muito tempo. É uma coisa linda. Estava precisando. O principal objetivo da cirurgia era colocar o meu seio no lugar. Por isso que me submeti ao procedimento. Tá incrível, do jeito que eu esperava”, afirmou Kelly Key.

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Antes e depois: Graci Lacerda posta imagem de 20 anos atrás

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Para quem ainda não sabe, eu comecei a malhar com 16 anos e apenas com três anos comecei a ver os resultados

Graciele Lacerda é adepta inveterada e confessa da malhação. A jornalista, namorada de Zezé di Camargo, sempre posta fotos nas redes sociais, indo e vindo da academia. Nesta terça-feira (28), ela postou uma foto de quando tinha 16 anos, época em qua começou a malhar. “Para quem ainda não sabe, eu comecei a malhar com 16 anos e apenas com três anos comecei a ver os resultados”´, contou a jornalista.

De tanto gosto que tomou pela academia, a jornalista chegou a ingressar na faculdade de Educação Física e chegou a dar aulas por seis anos. “Até os meus 30 anos eu malhava para comer, meu metabolismo era ótimo, acelerado, e isso me ajudava muito. Mas com 31 anos comecei a sentir o peso da idade, já não conseguia obter resultado malhando e comendo de tudo”, continuou Graci, que procurou a ajuda de uma nutricionista para conseguir reverter o problema.

“Claro que sempre dou uma fugida na dieta porque amo comer e tenho vida social. Não sou neurótica na alimentação, mas sou viciada em academia e isso já me ajuda bastante. Apesar de sempre ter malhado, hoje com 36 anos, consigo manter o meu corpo do jeito que quero, mais sequinha e mais definido”, revelou a jornalista.

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