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Alimentação e Nutrição

Alimente o seu Cérebro

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Assim como a alimentação correta pode prevenir doenças cardíacas, pressão alta ou câncer, especialistas em saúde descobrem que determinados alimentos podem impulsionar o funcionamento do cérebro.
Embora não exista tratamento atual comprovado para curar a doença de Alzheimer ou a demência, existem alimentos que desempenham um papel positivo na saúde mental em geral.
A Associação do Alzheimer indica a “uma dieta saudável do cérebro“, com alimentos que “reduzem os riscos de doenças cardíacas e diabete, estimula o fluxo sanguíneo ideal para o cérebro, de baixo teor de gordura e colesterol.”?

Confira dez alimentos que têm essa função no organismo:

AMORA
Não importa se é uma nova dança ou uma língua estrangeira, quanto mais os anos passam, mais complicado é aprender coisas novas. Isso acontece porque a medida que envelhecemos as células ficam mais inflamadas, tornando mais difícil a comunicação necessária para processar novas informações.
As amoras podem fazer essa comunicação fluir novamente. Elas oferecem potentes antioxidantes, conhecidos como polifenóis que melhoram a inflamação nas células e incentivam a comunicação entre os neurônios, melhorando a nossa capacidade de absorver novas informações.

CAFÉ
Se você está tentando largar o vício, pode querer reconsiderar. Uma recente pesquisa com 1.400 consumidores antigos de café, revela que a pessoa que bebe entre três e cinco xícaras por dia, por cerca de 50 anos, reduz suas chances de desenvolver a doença de Alzheimer em 65%, comparado com aquele que toma menos de duas xícaras por dia.
Os pesquisadores acreditam que a cafeína é um amplo antioxidante, chave para a proteção contra a doença.

MAÇÃ
Aqui está uma nova razão para detonar uma maçã por dia: elas são fonte principal de quercetina, um produto químico de plantas antioxidantes, que mantêm os sumos do cérebro fluindo normalmente.
De acordo com pesquisadores da Universidade Cornell, quercetina defende as células do cérebro de atentados dos radicais livres que podem danificar o revestimento exterior dos neurônios e, eventualmente, levar ao declínio cognitivo. Para absorver uma quantidade maior de quercetina coma a maçã com casca, que é onde fica a maior concentração do antioxidante.

CHOCOLATE
Você já ouviu a boa notícia de que o chocolate pode reduzir sua pressão arterial. Agora os pesquisadores já descobriram que ele também pode manter a mente afiada.
Um estudo, publicado em 2009 pelo Journal of Nutrition, mostrou que comer um pouco de chocolate por dia ajuda contra a perda de memória relacionada à idade. Os polifenóis do cacau aumentam o fluxo sanguíneo que vai para o cérebro.

CANELA
Placas beta-amiloides são uma das marcas da doença de Alzheimer. O outro é o tangles no cérebro feito de proteínas tau, que podem causar a morte de células cerebrais.
Pesquisas recentes da Universidade da Califórnia em Santa Barbara, revela que dois compostos da canela – proantocianidinas e cinamaldeído – podem inativar as tais proteínas tau.
Embora esta pesquisa ainda esteja no começo, não custa nada polvilhar canela na aveia ou no iogurte, certo?

ESPINAFRE
Este verde é recheado de nutrientes que impedem a demência, como folato, vitamina E e vitamina K.
Apenas meia xícara de espinafre cozido oferece um terço do folato e cinco vezes a quantidade de vitamina K que você precisa em um dia. Talvez seja por isso que um estudo de 2006 da Academia Americana de Neurologia revela que comer três porções de folhas verdes, vegetais amarelos e crucíferos por dia pode retardar o declínio cognitivo em 40%. Desses três, o espinafre é o protetor mais indicado.

AZEITE EXTRA VIRGEM
O Alzheimer faz com que as proteínas tóxicas para o cérebro cheguem mais rapidamente onde não devem. Nos estágios iniciais da doença, as células tornam-se incapazes de se comunicar uma com as outras, o que eventualmente, leva à perda de memória.
Azeite extra-virgem pode ser um inimigo potente contra esse problema. Ele é rico em oleocanthal, um composto que desativa essa função errada das células.

SALMÃO
Este peixe não é só bom para o seu relógio biológico, mas também é bom para a sua massa cinzenta. Salmão é uma fonte de DHA – a gordura que contém ômega-3 – e acredita-se que essa substância protege contra a doença de Alzheimer. O salmão também é uma fonte de vitamina D, nutriente que protege contra o declínio cognitivo.

CURRY/CÚRCUMA
A cúrcuma, um primo do gengibre, é uma das principais especiarias em pó de caril. Cúrcuma é especialmente rico em curcumina, um composto que, acredita-se, inibi a doença de Alzheimer em várias formas, de acordo com especialistas da Universidade da Califórnia. Esse tempero não só bloqueia a formação de placas de beta amiloide, mas também combate a inflamação das células e reduz o colesterol das artérias.

UVA
Pesquisadores acreditam que – tal como amoras – a uva contém polifenóis, melhorando a comunicação entre uma célula e outra.
Uma outra lista de elementos funcionais para o nosso Cérebro:

Ômega-3
Fontes: Peixes (sobretudo salmão), krill, sementes de linhaça, kiwi, sálvia, nozes, noz-branca americana.
Função: Manutenção das funções sinápticas e plasticidade em roedores. É componente estrutural das membranas celulares e da mielina.
Deficiência: Em roedores, causa problemas de memória e aprendizado. Em humanos, a deficiência em ômega-3 parece estar associada a um aumento do risco de vários distúrbios mentais, incluindo distúrbio de déficit de atenção, dislexia, demência, depressão, transtorno bipolar e esquizofrenia.
Suplementação: Eleva níveis de BDNF no hipocampo e melhora funções cognitivas em roedores com trauma encefálico. Alguns estudos mostraram que a suplementação com ômega-3 está associada a uma redução de déficits cognitivos (em leitura, em soletração, etc) em crianças afetadas por distúrbio de desenvolvimento de coordenação.

Curcumina
Fontes: Açafrão da terra, Cúrcuma ou Turmérico (curry).
Atuação: Tem efeitos inibitórios sobre enzimas metabólicas.A curcumina contém uma mistura de antioxidantes fitonutrientes fortes, conhecidos como os curcuminóides, que tem sido descritos como tendo propriedades anti inflamatórias.
Suplementação: Diminuição de déficit cognitivo em modelos animais de Doença de Alzheimer e em roedores com trauma encefálico.

Flavonoides
Fontes: Cacau, chá verde, ginseng, frutas cítricas, vinho (especialmente tinto), chocolate amargo.
Função: Anti-oxidantes, com um papel fundamental na proteção contra agentes oxidantes.
Suplementação: Aumento cognitivo em combinação com exercícios, em roedores. Melhora das funções cognitivas em idosos.

Gorduras Saturadas
Fontes: Manteiga, ghee, sebo, toucinho, óleo de coco, óleo de semente de algodão, laticínios, carne, óleo de semente de palmeira.
Função: As gorduras de origem vegetal e animal propiciam uma fonte concentrada de energia. Elas também fornecem os lipídios formadores das membranas das células, além de uma variedade de hormônios e substâncias assemelhadas, e auxiliam na absorção das vitaminas A, D, E, e K. As gorduras da dieta alimentar são necessárias para converter caroteno em vitamina A, para absorção de minerais e para uma gama de outros processos.
Porém, as gorduras saturadas são as principais responsáveis pela aterosclerose. Elevam o nível de produção de LDL, o que gera placas de ateroma e aumenta as chances de acontecer ataque cardíaco e derrame cerebral.
Suplementação: Associada ao déficit cognitivo em roedores adultos. Danos cognitivos agravados após trauma encefálico, em roedores. Exacerbação do déficit cognitivo em idosos.
Efeitos colaterais da suplementação: Dietas ricas em gorduras saturadas aumentam o risco de disfunções neurológicas tanto em humanos como em animais, além de diminuir a plasticidade sináptica no hipocampo.

Vitaminas do complexo B
Fontes: Várias fontes naturais. Vitamina B12 não está disponível em produtos derivados de plantas.
Função: O complexo B é um conjunto de oito vitaminas hidrossolúveis com importante ação no metabolismo celular.
Deficiência: Folato: pode levar a distúrbios neurológicos como depressão e danos cognitivos.
Suplementação: Folato: por si só, ou juntamente com outras vitaminas do complexo B, é eficaz na prevenção de déficit cognitivo e demência durante o envelhecimento, além de potencializar os efeitos dos antidepressivos. Vitamina B12 melhora danos cognitivos em ratos alimentados com dieta deficiente em colina. Suplementação com vitamina B6, B12 ou folato tem efeitos positivos na memória em mulheres de várias idades.
Efeitos colaterais da suplementação: Folato: anemia, baixa função imunológica e câncer.

Vitamina D
Fontes: Fígado de peixe, peixes gordurosos, cogumelos, produtos fortificados, leite, leite de soja, cereais em grãos.
Funções: É uma vitamina lipossolúvel obtida a partir do colesterol (seu precursor metabólico) através da luz do sol, e de fontes dietéticas. Funcionalmente, a vitamina D atua como um hormônio que mantém as concentrações de cálcio e fósforo no sangue através do aumento ou diminuição da absorção desses minerais no intestino delgado.
Deficiência: A carência de vitamina D provoca, nas crianças, o raquitismo e nos adultos a osteomalácia (amolecimento dos ossos). Nos idosos leva à osteoporose.
Suplementação: Importante na preservação da cognição em idosos.
Efeitos colaterais da suplementação: O consumo de altas doses (10 vezes o valor diário recomendado) por vários meses pode causar toxicidade, resultando em nível alto de cálcio no sangue. Pode ocorrer depósito de cálcio pelo organismo, principalmente no rim.

Vitamina E
Fontes: Aspargos, abacate, nozes, amendoim, azeitonas, óleo de palmeira laca vermelha, sementes, espinafre, óleos vegetais e gérmem de trigo.
Função: Protege a integridade celular e prolonga-lhes a vida. A sua ação antioxidante neutraliza os efeitos nocivos dos radicais livres provenientes da contaminação química e atividade do organismo, e potencializa fortemente a ação de outros antioxidantes, como a vitamina C e vitamina A.
Deficiência: É geralmente caracterizada por problemas neurológicos devido à condução nervosa prejudicada.
Suplementação: Diminuição dos danos cognitivos após trauma encefálico em roedores. Reduz o declínio cognitivo em idosos. Existem evidências discretas de que altas doses de Vitamina E associadas ao Ginko biloba tornariam a progressão da Doença de Alzheimer mais lenta.
Efeitos colaterais da suplementação: Pesquisas realizadas revelaram que há um aumento significativo de acidentes vasculares cerebrais em fumantes que recebem altas doses de Vitamina A e E.

Colina
Fontes: Gema de ovos, carne de soja, frango, vitela, fígado de peru, alface.
Função: Trata-se de uma amina natural encontrada nos lipídios presentes na membrana celular e no neurotransmissor acetilcolina. É de grande importância durante a gravidez para a formação do tecido cerebral.
Deficiência: Provoca acúmulo de gorduras no fígado, cirrose, aumento na incidência de câncer de fígado, lesões hemorrágicas dos rins e falta de coordenação motora.
Suplementação: Redução dos danos de memória induzidos por epilepsia, em roedores. Uma revisão da literatura revela evidências de uma casual relação entre colina na dieta e cognição em humanos e ratos.

Combinação de vitaminas
Fontes: Vitamina C: frutas cítricas, várias plantas e vegetais, fígado de boi e bezerro. Vitamina E: veja acima.
Função: As vitaminas são moléculas orgânicas (contendo carbono) que funcionam principalmente como catalisadores para reações enzimáticas dentro do organismo.
Deficiência: A manifestação principal da carência de ácido fólico é a alta incidência de crianças com malformações congênitas do sistema nervoso nascidas de mães que foram carentes em ácido fólico no início da gravidez. A carência de ácido fólico, junto com a carência de vitamina B12, pode levar as pessoas a sentirem vertigens, cansaço, perda de memória, alucinações e fraqueza muscular. Efeitos da carência de vitamina A no Sistema Nervoso: alterações do olfato, do paladar e da audição podem ocorrer. Lesões de nervos e aumento na produção de líquor com conseqüente hidrocefalia têm sido relatados.
Suplementação: Ingestão de vitaminas antioxidantes atrasa o declínio cognitivo em idosos.

Cálcio, Zinco, Selênio
Fontes: Cálcio: leite, coral. Zinco: ostras, algumas variedades de feijão, nozes, amêndoas, grãos inteiros, sementes de girassol. Selênio: nozes (castanha do Pará especialmente), cereais, carne, peixe, ovos.
Função: Cálcio: possui funções importantes como atuar na formação estrutural dos ossos e dos dentes. Além disso, ele atua juntamente com a vitamina K no sistema circulatório, auxiliando na coagulação do sangue. Age na sinalização intracelular, na transmissão sináptica, na contração muscular e cardíaca, na ação de hormônios. Zinco: Participa na divisão celular, na expressão gênica, em processos fisiológicos como crescimento e desenvolvimento, na morte celular; age como estabilizador de estruturas de membranas e componentes celulares, além de participar da função imune e desenvolvimento cognitivo. Atuando com a vitamina E ele protege as células do organismo contra danos oxidativos, especialmente retardando a oxidação do colesterol LDL; apresenta ação inibidora do efeito tóxico de metais pesados As, Cd, Hg e Sn. No caso de doenças crônicas como a arteriosclerose, câncer, artrite, cirrose e enfisema, há fortes indícios de que ele atue como elemento protetor. O selênio retarda o envelhecimento, combate a tensão pré-menstrual, preserva a elasticidade dos tecidos, previne o câncer e neutraliza radicais livres.

Deficiência: Estudos indicam que pessoas que tem carência do mineral Selênio têm tendência a ter sintomas depressivos, como ansiedade, nervosismo e confusão mental. Um baixo nível de selênio ao longo da vida está associado com baixa função cognitiva em humanos. Na deficiência leve de zinco podem ocorrer alterações neurossensoriais. A deficiência moderada de zinco é agravada pelo desenvolvimento de letargia mental e diminuição acentuada do apetite. Redução de zinco na dieta pode ajudar a reduzir déficit cognitivo em idosos.
Efeitos colaterais da suplementação: Altos níveis de cálcio sérico estão associados com rápido déficit cognitivo em idosos. O excesso de cálcio também pode causar cãimbras. O excesso de selênio é tóxico e pode levar à morte. O excesso de zinco no corpo, como de outros metais pesados, causa distúrbios neurológicos.

Cobre
Fontes: Ostras, fígado de boi e carneiro, castanha-do-pará, melaço, cacau, pimenta preta.
Função: Parceiro do zinco, ele também compõem a enzima que combate os radicais livres, além de transportar o ferro.
Deficiência: Déficit cognitivo em pacientes com Doença de Alzheimer está correlacionado com baixa concentração de cobre no plasma.
Suplementação: Estudos realizados com pacientes de Doença da Alzheimer, que foram tratados ou com suplementação de cobre ou com placebo, foram submetidos a diversos testes de memória durante um ano. Ao final desse período, os indivíduos com menor taxa de cobre no sangue apresentavam mais falhas. Experiências com ratos mostratam que uma concentração elevada do mineral ajuda a reduzir placas presentes no cérebro que são relacionadas com a doença. Não há comprovação de que de o cobre ajuda a reverter os danos causados pela doença, mas sabe-se que ele influi na funções cognitivas.
Efeitos colaterais da suplementação: a suplementação com cobre é problemática devido a seu grande potencial como gerador de radicais livres, e por sua relação direta com esquizofrenia e distúrbios psiquiátricos. Só um mineralograma pode justificar a sua administração quando se detecta severa deficiência. A suplementação excessiva de cobre pode baixar o nível de zinco e produzir insônia, perda de cabelos, menstruação irregular e depressão. O excesso de cobre no organismo, como o excesso de qualquer outro metal pesado, é tóxico e causa distúrbios neurológicos.

Ferro
Fontes: Carne vermelha, peixe, aves, lentilha, feijão.
Função: O ferro participa da síntese de proteínas, do transporte de oxigênio e da renovação celular.
Deficiência: Deficiência de ferro pode causar anemia, com sonolência e cansaço persistentes. Em grávidas a deficiência pode causar hemorragias e baixo peso do bebê ao nascer, entre outros efeitos.
Suplementação: Tratamento com ferro normaliza funções cognitivas em mulheres jovens.
Efeitos colaterais da suplementação: O excesso de ferro pode ser letal a pessoas portadoras de hemocromatose, cujo corpo tem dificuldade de regular a absorção de ferro e portanto não consegue eliminar o ferro ingerido em excesso.

Calorias
Fontes: Grandes quantidades em “junk food”.
Função: Calorias não são nutrientes, e sim uma medida da energia que esses fornecem para o metabolismo humano.
Deficiência: A restrição calórica eleva os níveis de BDNF. E também leva a diminuição de déficits motores e cognitivos que são associados ao envelhecimento.
Suplementação: A suplementação calórica gera desregulação hipotalâmica, levando a pessoa a continuar comer mais do que necessita, causando obesidade. O excesso de comida pode provocar um estímulo das células do sistema imunológico a atacar invasores inexistentes e com isso provocar inflamações crônicas no organismo.
Efeitos colaterais da suplementação: Além da obesidade e dos riscos associados a ela, o excesso de calorias pode reduzir a plasticidade sináptica e aumentar a vulnerabilidade das células a se danificarem pela formação de radicais livres.

Ácido Alfa-lipóico
Fontes: Carnes como fígado, rins e coração, e vegetais como espinafre, brócolis e batata.
Função: Atua como co-fator de inúmeras enzimas envolvidas na produção de energia, possui propriedades antioxidantes, combatendo os radicais livres e protegendo as células da oxidação. Além de combater os radicais livres, ele regenera os tecidos lesados.
Suplementação: Aumenta o fluxo sanguíneo para os nervos e melhora a condução dos impulsos nervosos. Melhora déficits de memória em modelos animais de Doença de Alzheimer e mostrou reduzir déficits cognitivos em pequenos grupos de pacientes com Doença de Alzheimer. É utilizada no tratamento de lesões neurológicas, inclusive a neuropatia diabética, uma complicação tardia do diabete que provoca dor e perda da sensibilidade nos membros.

Já quase todos sabemos o impacto dos desequilíbrios nutricionais na nossa saúde, mais especificamente a importância do ômega-3, mas segundo alguns estudos recentes a nutrição tem também impacto sobre a nossa saúde e capacidade do cérebro.
Segundo um estudo recente do Dr. Fernando Gómez-Pinilla, professor de neurocirurgia e ciências fisiológicas da Universidade da Califórnia (UCLA), que passou os últimos anos a estudar os efeitos da alimentação, exercício físico e sono sobre o cérebro.
“A dieta, exercício físico e sono têm o potencial de alterar as funções do nosso cérebro e a saúde mental. Isto levanta a possibilidade de que mudanças radicais na dieta pode ser uma estratégia viável para melhorar a capacidade cognitiva, proteger o cérebro de danos e contrariar os efeitos do envelhecimento” – Dr. Fernando Gómez-Pinilla, membro da UCLA Brain Research Institute and Brain Injury Research Center.

O Dr. Gómez analisou mais de 160 estudos sobre a o impacto que a alimentação tem sobre o cérebro e os resultados da sua análise pode ser lida no jornal Nature Reviews Neuroscience.
Uma das conclusões refere a importância dos ácidos gordos (ácidos graxos) ômega-3 encontrados no salmão, nozes e kiwi. O ômega-3 contribui com alguns benefícios para o nosso cérebro, incluindo melhorias de aprendizagem, uma melhor memória, ajuda a combater alguns transtornos mentais como a depressão, transtornos de humor, esquizofrenia, e demência.
Segundo o Dr. Gómez as sinapses no cérebro ligam os neurônios e proporcionam algumas funções essenciais, a aprendizagem e a memória ocorre a nível das sinapses. Os ácidos gordos ômega-3 apoiam a plasticidade sináptica que parece afetar positivamente a função de algumas moléculas relacionadas com a aprendizagem e com a memória.

“Os ácidos gordos ómega-3 são essenciais para um normal funcionamento do cérebro” – Dr. Fernando Gómez-Pinilla
Uma deficiência nutricional em ômega-3 nos humanos tem vindo a ser associado a um aumento do risco de algumas desordens mentais, tal como deficit de atenção, dislexia, demência, depressão, doença bipolar e esquizofrenia.

Segundo alguns estudos as crianças que ingerem uma dose adequada de ácidos gordos ômega-3 têm melhores resultados na escola, na leitura, na ortografia e têm menos problemas comportamentais.
Além do ômega-3 também o ácido fólico que é encontrado nos espinafres, sumo da laranja e levedura é também essencial para o funcionamento do cérebro humano. Uma deficiência em ácido fólico pode originar distúrbios neurológicos, tais como a depressão e disfunções cognitivas. A suplementação de ácido fólico, quer por si só ou em conjunto com outras vitaminas do tipo B, tem-se revelado eficaz na prevenção do declínio cognitivo e demência durante o envelhecimento e reforça os efeitos de antidepressivos.

Os resultados de um estudo recente indicam que a suplementação de ácido fólico num período de três anos pode ajudar a reduzir os efeitos da idade nas funções cognitivas.
Em contraste com os benefícios de uma nutrição equilibrada, a comida rápida ou comida de plástico têm efeitos negativos nas funções sinápticas do cérebro. Algumas moléculas e a função sináptica do cérebro são extremamente afetadas por uma dieta pouco saudável.
Na ilha de Okinawa (Japão) onde as pessoas comem peixe e praticam exercício físico com bastante frequência a esperança de vida é a maior em todo o mundo e a população tem também uma baixíssima taxa de distúrbios mentais.
“Embora algumas pessoas tenham tido a sorte de ter nascido com genes especiais, a grande maioria de nós não tem essa sorte, portanto precisamos de uma dieta equilibrada, praticar exercício físico com regularidade e de uma boa noite de sono” – Dr. Fernando Gómez-Pinilla

Fonte: anabolismo.org

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Abacaxi, pepino e mais 1 ingrediente: Esta bebida vai fazer você emagrecer muito mais rápido

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Está querendo perder peso e não consegue?

Então esta receita com certeza vai ajudar você.

O suco de abacaxi e pepino possui forte ação estimuladora do emagrecimento.

O abacaxi é bastante diurético e rico em fibras, o que o torna um forte desintoxicante natural.

Ele ainda auxilia a digestão, especialmente a de proteínas, e melhora a circulação.

O pepino é hidratante, diurético e rico em fibras.

Além de emagrecer, ele é excelente para a pele e ajuda a normalizar a pressão arterial.

Existe outro ingrediente muito importante na receita: a linhaça.

No caso da linhaça, o que explica a ação emagrecedora são as fibras, responsáveis por proporcionar uma sensação de saciedade e ainda auxiliam na redução da absorção intestinal da gordura.

A linhaça ainda é rica em ômega-3, em ômega-6 e ômega-9.

Alem de ajudar no emagrecimento saudável, esta bebida é rica em vitamina C, que ajuda a fortalecer as defesas do organismo.

E como é que se faz o suco de abacaxi e pepino com linhaça?

É simples demais.

Anote:

INGREDIENTES

2 fatias grossas de abacaxi

Meio pepino cru descascado

2 colheres (sopa) de linhaça

Meio copo de água

MODO DE PREPARO

Bata muito bem todos os ingredientes no liquidificador.

Beba logo em seguida.

Tome este suco duas vezes ao dia, de preferência em jejum e um pouco antes do almoço.

Este é um blog de notícias sobre tratamentos caseiros. Ele não substitui um especialista. Consulte sempre seu médico.

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Arroz ou massa? o que é que engorda menos?

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Têm características nutricionais muito semelhantes e o ideal é alternar entre o consumo de cada uma destas opções. Mas, se pretende perder peso, uma delas é mais vantajosa para si.

Tendo em conta o valor energético, a melhor opção é o arroz, sendo que apresenta um teor calórico inferior ao da massa. No entanto, a massa tem a vantagem de ter um maior teor de proteína (é mais saciante) e menor teor de hidratos de carbono. O arroz tem um menor teor de gordura sendo de evitar a elaboração de refogados prévios à sua cozedura, desaconselhados não só para a gestão do peso, como para a manutenção da saúde cardiovascular.

É recomendado que os alimentos pertencentes ao grupo dos cereais e derivados, como é o caso da massa e do arroz, constituam a base da alimentação, devendo ser sempre acompanhados de alimentos dos restantes grupos alimentares (nomeadamente, carne ou peixe e legumes), de forma a fornecer ao organismo todos os nutrientes necessários.

Como comer sem engordar

100 g de massa fornecem 175 kcal, 1 g de gordura, 36 g de hidratos de carbono e 1 g de proteína. Já 100 g de arroz têm 171 kcal, 0 g de gordura, 39 g de hidratos de carbono e 3 g de proteína. Estes são os cuidados a ter na hora de os ingerir:

– Opte pelas versões integrais de arroz e massa para aumentar o teor de fibra da refeição, o que tem impacto no controlo da saciedade e da absorção dos nutrientes.

– Reduzir a porção de arroz ou massa consumida, compensando com o consumo de leguminosas e/ou legumes, pode ser uma estratégia a utilizar para conseguir controlar o peso mais facilmente.

– Substitua-os por konjac, uma planta rica em glucomanano, que, sendo uma fibra, tem efeito regulador da saciedade, além de ter um teor reduzido de hidratos de carbono e de energia.

Texto: Liliana Oliveira (nutricionista e membro da Associação Portuguesa de Dietistas)

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Esta é a forma correta de se preparar chá de gengibre para emagrecer e reduzir a gordura abdominal!

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A raiz de gengibre, além de ser deliciosa, é bastante eficaz, composta de propriedades anti-inflamatórias, antiparasitárias, antivirais e antibacterianas.

Ela age de forma intensa no sistema imunológico, digestivo e no cardiovascular.

O gengibre contém vitaminas (como a C) e minerais (como magnésio).

É muito comum encontrá-lo na culinária, dando um gostinho especial nas comidas e bebidas.

Neste post, vamos ensinar a fazer o melhor chá de gengibre.

Por que é o melhor?

Porque ele vem reforçado com outros ingredientes “mágicos”, que são o açafrão-da-terra (cúrcuma), o limão e o óleo de coco.

Este chá é uma ótima opção para o tratamento de gripe e outras viroses.

Além disso, ele também proporciona outros benefícios, como:

– Melhora a circulação

– Alivia as dores no corpo (inclusive enxaquecas e dores de cabeça)

– Reduz o risco de pedras nos rins

– Oferece nutrientes necessários para manter o funcionamento adequado do fígado

– Estimula o metabolismo

Aprenda a fazer este maravilhoso chá:

Um pedaço de 5cm de gengibre cortado em fatias

1 limão cortado em rodelas (não precisa descascar)

750mL de água

MODO DE PREPARO

Ferva a água com o gengibre.

Quando levantar fervura, adicione o limão e tampe a panela.

Tome de duas a três xícaras por dia.

Consuma por no máximo duas semanas.

Se quiser continuar tomando, dê uma pausa de uma semana e retome por mais duas.

Importante: hipertensos só devem consumir gengibre com a autorização do médico.

Este é um blog de notícias sobre tratamentos caseiros. Ele não substitui um especialista. Consulte sempre seu médico.

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