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De quantas horas de sono precisamos?

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Disfunção erétil, obesidade, diabetes, estresse e maior suscetibilidade para contrair doenças são alguns dos problemas que podem ser causados por distúrbios de sono.

Estima-se que um terço da população da cidade de São Paulo tenha algum problema para dormir adequadamente.

Estudar os efeitos da privação de sono tem sido, desde 1995, o foco da pesquisa de Monica Andersen, professora do Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Integrante do Centro de Estudos do Sono/Instituto do Sono, Monica apresentou resultados de seu trabalho com animais durante a 25ª Reunião da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE), realizada recentemente no interior de São Paulo.

Na ocasião, ela concedeu a entrevista a seguir, na qual resume resultados do laboratório que coordena e de outras pesquisas voltadas aos problemas do sono.

De quantas horas de sono precisamos?

Monica Andersen – Não há uma resposta única. A média são oito horas diárias, mas uma pessoa pode ficar bem com quatro horas, enquanto outra precisará de dez. Chamamos os extremos de “pequenos dormidores” e “grandes dormidores”. Agora, se me perguntar de quantas horas você precisa, temos que ver primeiro como você acorda.

Pela manhã, quais são os sinais de uma noite bem dormida?

Quem acorda abrindo a janela, de bom humor, dormiu a quantidade de que precisava. Quem acorda já cansado, com a sensação de que um caminhão passou por cima, ainda que tenha ficado na cama mais de nove horas, não teve um sono suficiente ou reparador.

A quantidade de sono por noite pode ser modificada ao longo do tempo?

Sim, essa mudança ocorre ao longo da vida. Ao nascer, costumamos dormir 16 horas por dia. No fim da vida, precisamos de poucas horas. O problema é que a sociedade está forçando essa redução, tentando se adaptar à falta de sono.

Estamos dormindo menos do que as gerações anteriores?

Nossa sociedade é cronicamente privada de sono. Há uma denominação nos Estados Unidos que é sintomática, da “sociedade 24 por 7?, isto é, que funciona 24 horas por dia, sete dias por semana. Que não para jamais. E isso traduz muito bem o que vivemos atualmente.

Nós queremos a sociedade 24 por 7, principalmente nas grandes cidades. Nós participamos dessa autoprivação de sono. Queremos fazer mais um curso, terminar mais um trabalho e tudo o mais que conseguirmos encaixar em nosso dia e quem paga por tudo isso é o sono. Por que simplesmente não vamos dormir e deixamos as tarefas para o dia seguinte? Isso é cada vez mais impensável.

Que problemas essa privação pode causar?

Um deles é o acúmulo de gordura em nosso corpo. A privação de sono aumenta o apetite por comidas calóricas, estimula o hormônio da fome (grelina) e reduz o hormônio da saciedade (leptina). Pouco sono também afeta o desempenho no trabalho ou estudo e provoca pequenos deslizes que afetam nosso rendimento. Há algumas profissões em que deslizes são particularmente perigosos, como aquelas ligadas à segurança ou à saúde pública.

Não é paradoxal que justamente as profissões que envolvem grande responsabilidade e não podem ter tais deslizes sejam justamente aquelas que têm jornadas extenuantes, como médicos, policiais, pilotos de avião ou caminhoneiros?

De fato. Uma das consequências mais sérias da falta de sono atualmente é o aumento no número de acidentes. Em fevereiro de 2009, por exemplo, na cidade de Buffalo, nos Estados Unidos, a queda de um avião em uma área residencial matou 50 pessoas.

A investigação concluiu que a causa mais provável do acidente foi a fadiga dos pilotos e os registros da jornada de trabalho realmente mostraram que eles haviam trabalhado horas excessivas.

Também nos Estados Unidos, houve outro caso em que um avião simplesmente passou do aeroporto de destino e isso só foi notado uma hora depois. A causa do erro foi que os dois pilotos haviam dormido. Na medicina é a mesma coisa, há estudos mostrando que, no fim de um plantão, o número de erros médicos é bem maior.

Essa situação tem piorado?

Isso está piorando porque a nossa sociedade está piorando. Muitos jovens, por exemplo, costumam inverter o ciclo circadiano [período sobre o qual se baseia o ciclo biológico do corpo, influenciado pela luz solar].

Eles vão para uma balada da 1 às 6 horas da manhã de sexta para sábado. Na noite seguinte, há uma balada ainda maior, até às 7 ou 8 horas do domingo. Ao voltar para casa, tomam café e vão dormir, para acordar no meio da tarde. De noite, eles não conseguem dormir e, na segunda-feira, começam uma nova semana às seis da manhã, para ir à escola ou ao trabalho. Eles iniciam a semana já privados de sono.

Que consequências essa rotina pode trazer?

Tenho muita preocupação com os jovens de hoje. É uma faixa etária que terá dificuldade de aprendizagem, porque o sono é fundamental ao aprendizado e à memória. Muitos acabam dormindo na escola ou nas universidades, em plena sala de aula. Esse é um problema muito importante.

É um problema que atinge outras faixas etárias?

Infelizmente, sim. Acima dos 30 anos está a faixa que chega em casa pensando em relaxar mas que resolve ligar o computador “só para checar os e-mails”. Só que acaba se envolvendo em outras atividades on-line e ficando bastante tempo conectado. Muitos trabalham o dia inteiro em frente a um computador e passam as madrugadas em frente a outro, em casa, jogando ou batendo papo.

Tem também a televisão, que antigamente tinha poucos canais e uma programação que terminava na madrugada. Hoje, são dezenas de canais, que funcionam sem parar.

Quais são os principais distúrbios de sono que essas rotinas causam?

Temos visto muita insônia em mulheres. Em São Paulo, cerca de um terço delas tem problemas para dormir adequadamente. Mas os homens também sofrem de insônia. E 32,9% da cidade de São Paulo tem a síndrome da apneia do sono, que pode levar à sonolência excessiva diurna.

O que caracteriza a apneia do sono?

São paradas respiratórias durante o sono. Essas paradas podem ocorrer até 80 vezes por hora, ou mais de uma vez por minuto. Com isso, o coração tem que bater muito mais forte para levar o oxigênio para o cérebro. Imagine a pressão arterial dessa pessoa, uma vez que isso ocorre todas as noites. A apneia do sono é mais prevalente em homens e, entre seus principais fatores de risco, está a obesidade.

A quantidade de sono também afeta a reprodução e o desempenho sexual?

Essa é a minha principal linha de pesquisa. O que observamos até agora em ratos é que uma privação de sono pontual provoca uma excitação sexual nos machos. Isso ocorre na privação de sono REM [sigla em inglês para “movimentos oculares rápidos”], quando ocorrem os sonhos. No entanto, apesar de apresentarem desejo, pois os ratos chegam a montar a fêmea, eles não conseguem fazer a penetração. Em outras palavras, eles têm desejo, mas não têm a função erétil adequada.

Isso pode ser extrapolado para seres humanos?

Em 2007, fizemos o Episono, um grande levantamento epidemiológico no qual foram analisados 1.042 voluntários refletindo uma amostra representativa da população da cidade de São Paulo. Foi nesse estudo que levantamos que cerca de um terço dos moradores da capital paulista sofre de apneia do sono.

Não estamos falando de gente que acha que tem a doença, são pessoas que foram diagnosticadas em laboratório de sono por médicos especialistas em sono com a síndrome. É um número enorme. Isso explica por que existem mais de 400 laboratórios de sono espalhados pelo Brasil e por que todos ficam lotados.

O estudo encontrou problemas sexuais nas pessoas com a síndrome da apneia do sono?

O questionário respondido durante o Episono revelou que 17% dos homens da cidade de São Paulo se queixaram de disfunção erétil. Na faixa etária entre 20 e 29 anos, 7% dos homens disseram ter o problema.

Acima de 60 anos, a reclamação de disfunção erétil subiu para 60%. O levantamento mostrou que quem tinha menos sono REM tinha maior probabilidade de ter queixas de disfunção erétil. E os homens que acordavam muito durante a noite eram os que mais reclamavam do problema.

E quanto aos que dormiam bem?

Normalmente, os homens com bom padrão de sono não apresentaram queixa. Uma das conclusões é que quem dorme mal tem risco três vezes maior de apresentar disfunção erétil. Uma das causas é que a privação de sono reduz a testosterona, o hormônio sexual masculino. Praticar atividades físicas regularmente também se mostrou um fator protetor contra a disfunção erétil. Ou seja, para ter uma vida sexual normal é fundamental ter boas noites de sono e praticar atividade física.

Em mulheres essa relação também é encontrada?

Fizemos testes de privação de sono com ratas e observamos que, quando elas são privadas de sono REM em fases nas quais estão receptivas para o sexo, o desejo sexual aumenta muito. Por outro lado, quando a privação de sono REM foi imposta em fases nas quais a fêmea não estava disposta ao acasalamento, equivalentes à tensão pré-menstrual da mulher, a rejeição ao macho aumentou bastante.

Registramos ratas agredindo os machos para evitar a relação. Mas não dá para extrapolar para as mulheres comportamentos como esse, porque, além do ciclo menstrual, a mulher também recebe influências de uma série de alterações psicológicas. Nessa linha, estou fazendo uma pesquisa com a ginecologista Helena Hachul, também da Unifesp, para averiguar se a privação de sono pode afetar a reprodução nas mulheres. Para isso, estamos investigando a relação entre qualidade de sono e gestação.

A falta de sono pode acelerar o envelhecimento?

Esse foi o resultado de uma pesquisa feita por Eve Van Cauter, da Universidade de Chicago, uma das maiores especialistas em sono no mundo. Ela mostrou que a privação de sono em uma idade jovem simula um quadro de envelhecimento precoce. Seria como se essas pessoas de repente tivessem 60 anos.

Há indícios de que a falta de sono pode provocar estresse oxidativo, alterações cardiovasculares, maior risco ao diabetes e outros problemas que veríamos em uma pessoa mais velha. Conheço uma mulher jovem, de 23 anos, que dorme muito pouco e tem um colesterol altíssimo, por volta de 300. Essa foi inclusive parte de um trabalho meu, de 2004, que mostrou, em ratos, que a privação de sono provoca o aumento do colesterol ruim, o LDL.

Qual é o papel do sono no sistema imunológico?

Há exemplos muito interessantes em relação a isso. Muitos idosos que tomam a vacina contra a gripe voltam ao médico doentes dizendo que a vacina “não pegou”. Isso pode estar relacionado ao fato de o sono deles não estar bem consolidado.

Um trabalho de 2003 na Alemanha acompanhou jovens que tomaram a vacina contra a hepatite e não dormiram na noite seguinte. Eles simplesmente não apresentaram anticorpos para a doença. Em uma segunda fase do mesmo estudo, outros jovens foram privados de sono antes de receber a vacina e eles também não formaram anticorpos.

Por Fabio Reynol
Da Agência Fapesp

diariodasaude.com.br

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Priscila Soares posa de biquíni e comemora sucesso entre as musas

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Modelo fitness posou para novo ensaio e contou que vem sendo reconhecida no mercado fitness entre as musas mais populares.

Nada como o tempo para mudar as coisas… Prova disto é a modelo e musa fitness Priscila Soares que, quando começou não imaginava chegar entres a musas fitness mais popular do mercado entre elas a Juju salimeni e Gracyanne barbosa, não era conhecida no universo fitness . Já hoje a loira diz ser reconhecida no país e no mercado Brasileiro e no exterior.

“É engraçado isso né? eu me dedicava  e não era reconhecida. Mesmo assim não deixava de lutar pelos meus sonhos e hoje estou sendo recompensada”, afirma a beldade que atualmente mora balneário Camboriu em  , Santa Catarina.

Modelo e Fitness Priscila Soares /Fotografo Emerson Fotos / Divulgação/Lau moreno produções art.e assessoria

“O mercado fitness está crescendo a cada dia e fico muito feliz em servir de exemplo para as modelos que estão começando nesse mercado”, completa Priscila Soares, que recentemente foi garota propaganda de marca de suplementos”. A propaganda lançada no mês pasado é conhecida por trazer celebridades de grande repercussão e mulheres com lindos corpos.

No ensaio feito com o renomado fotógrafo Emerson Fotos, a loira mostrou a moda do “Body rose moser
” (ou “Biquíni  Body”) que virou febre entre as celebridades. Ela posou de biquíni, mostrou sua cintura fininha e seu bumbum de 105cm o ensaio foi feito na
Pousada Morada do Estaleiro. “Toda vez que vou  fazer alguma campanha ou feira fitness comentam sobre meu bumbum. Agora, principalmente por causa da Kim Kardashian, o bumbum está na moda”, conta Priscila Soares.

A musa fitness está satisfeita com o  seu ‘corpo’, mas admite que os brasileiros gostam de mulheres com corpo definidos. “Gosto do tamanho que está e da proporção do meu bumbum com minha cintura. Recebo muitos elogios , mas sei que valorizam bumbuns ainda maiores”. Priscila também explica como mantém o seu bumbum escultural: “Faço treino na musculação específico para o bumbum. São exercícios com carga elevada no leg press, agachamento, passadas. Faço aeróbios diários para perder gordura e não ter celulite. Também faço escada, que é o mais eficiente para manter o bumbum durinho”.

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Campeã do BBB 14, Vanessa Mesquita se destaca em torneio de fisiculturismo

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Vanessa Mesquista, campeã da 14ª edição do Big Brother Brasil, está trabalhando como modelo após a participação no reality show. No entanto, dessa vez, ela chamou atenção nas redes sociais por outro motivo, o fisiculturismo.

Recentemente, Vanessa decidiu iniciar a carreira no esporte e nesse fim de semana ficou em segundo lugar em um torneio de boybuilder. Nas redes sociais, ela agradeceu a todos que auxiliaram para que ela chegasse onde chegou e também contou que encontrou a inspiração para voltar a competir em seus cachorros.

“Perdi o Jack e o Thor no ano passado. Achei que não fosse ter forças pra mais nada, me senti perdida. Sou rodeada de pessoas queridas, mas eles eram meus melhores amigos”, afirmou.

“Encontrei forças no bodybuilding. Treino desde os 16 anos e esse esporte já me salvou várias vezes e mais uma vez agora. Liberei endorfina com o treino, fiquei feliz e realizada. Durante o treinamento, tive muitas superações. Meu metabolismo mudou, passei por muitos problemas, achei que não fosse dar conta. Mas respirava fundo e me reerguia”, completou.

Confira o publicação de Vanessa no torneio abaixo:

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Após emagrecer 23 kg, Fani Pacheco faz ensaio mostrando seu corpo e glúteos

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Há seis meses, Fani Pacheco precisou encarar uma combinação de dieta e exercícios para sair de um quadro de saúde nada favorável: estava a um passo de ser tornar diabética, entre outras coisas. De lá pra cá, mudou sua alimentação, voltou a praticar exercícios e emagreceu 23 kg.

De 85 kg eu passei para 62 kg, em seis meses. Com dieta tranquila, porque eu não tinha nenhuma meta de quanto tempo eu tinha para emagrecer. Eu queria emagrecer feliz, sem sofrer”, contou em uma entrevista exclusiva para aGlamour.

Com a perda de peso, Fani disse que teve que começar a se preocupar com a flacidez. “Fiquei flácida, sim! No quinto mês de emagrecimento, eu me senti ‘mole’, principalmente, nas coxas e no bumbum Eu nunca tinha passado por isso. Mas eu achava que malhando ia recuperar o tônus muscular, e realmente isso aconteceu. Eu acho que musculação tinha que ser igual a escovar os dentes, todo mundo tem que fazer”, decretou.

No papo, a digital influencer ainda deu dicas de beleza, falou sobre a faculdade de Medicina e sobre a carreira de modelo agora que não é mais plus size. Confira a entrevista completa:

Quantos quilos você emagreceu desde que começou a fazer dieta e exercícios?
Em seis meses, eu já tinha perdido 23 kg, 3,5 kg por mês, em média, desde janeiro. Então, de 85 kg eu passei para 62 kg. Com dieta tranquila, porque eu não tinha nenhuma meta de quanto tempo eu tinha para emagracer. Eu queria emagrecer feliz, sem sofrer. Então, eu tinha minhas escapadas, fazia parte da minha conversa com a médica, poder sair da dieta quando eu quisesse. Eu não abri mão da minha Coca Zero. Feriados, eu comia churrasco, tomava bebidas alcóolicas quando eu queria. Às vezes, optava por um vinho branco em vez de uma cerveja. Por acaso, consegui perder nesse tempo, mas não tinha uma meta. Tinha emagrecer sem sofrer. Enjoava de ovo? Ela substituía. Queria chocolate? Ela colocava. Era uma dieta para eu ficar feliz, porque teve a história da síndrome metabólica e a resistência insulínica que e me motivaram, mas eu não queria passar fome. Eu achava que ia demorar, que ia sofrer, mas foi pelo acompanhamento médico, pela medicação que eu tomei, que me ajudou muito, e também pela minha dedicação.

Já chegou ao seu objetivo? Como está sua relação com seu corpo? Está feliz?
Eu continuo fazendo tratamento, deve levar um ano para estabilizar meu peso, meu metabolismo novo. Para poder comer o que eu gosto sem neurose. Eu estava fraca na época (que comecei), tinha 47% de gordura. Eu fazia musculação e pelo menos um HIIT. Pegava duas placas e tremia a perna, parecia fisioterapia. Era difícil entender que era um processo. Eu sempre fui de academia, de pegar peso.

Agora, meu corpo voltou para o lugar… Estou sarada de novo. Estou feliz com o meu corpo, sim. Esse corpo é um corpo saudável e que me permite ter mais qualidade de vida. Antigamente, eu estava feliz gordinha; eu achava que dava para ser uma gordinha saudável, mas a genética não permitiu. Então, cada um com seu cada um. Respeito quem tem genética boa e consegue ser feliz assim, mas minha heditariedade não era essa.

 

Segue fazendo dieta e exercícios, então? 
Hoje em dia eu continuo fazendo tratamento com a Dra. Petra, porque se não eu engordo de novo. Por isso que as pessoas reclamam: essa coisa de tratamento com medicação, engorda tudo de novo. Engorda se você emagrecer e parar de fazer o tratamento. Aí engorda mesmo. Qual o objetivo de emagrecer? Mudar seu metabolismo, favorecendo para que depois você não engorde de novo. Não quero passar a vida inteira de dieta.

Você sofre com a flacidez após o emagrecimento? O que tem feito para se cuidar?
Fiquei flácida, sim! No quinto mês de emagrecimento, eu me senti mole. Eu nunca tinha passado por isso. Mas eu achava que malhando ia recuperar e realmente aconteceu. Eu acho que musculação tinha que ser igual a escovar os dentes, todo mundo tem que fazer.

Em julho, a médica começou um trabalho de suplementação de ganho de massa magra, por um programa de hipertrofia muscular. Em seis meses, meu percentual de gordura que estava em 47% foi para 24%. Eu fiz uma avaliação física, com ultrassonografia. Eu iniciei devagar, com personal, para não ficar dolorida. Agora, já estou sozinha. Hoje eu já voltei ao meu preparo físico de antes de engordar. Desde os 14 anos, eu era atleta amadora, fazia surf, rapel, corrida, jiu-jitsu, natação, musculação e tudo. A memória muscular pode ter ajudado, mas a suplementação e dedicação também foram importantes. Minha meta é chegar aos 14% de gordura.

Como você lida com as estrias?
Eu tive aos 12 anos de idade, quando dei aquela esticada rápida de altura, na adolescência. E minha mãe me passou uma receita que eu nunca deixei de fazer, igual escovar os dentes, e que foi o que preveniu. Minha mãe tinha estria e usava esse tratamento. Tenho nos glúteos e na parte interna da coxa. Desde então, minha mãe diz para usar óleo de amêndoa. Tomava banho, passo óleo, com o corpo molhado ainda, e seco com a toalha, de forma que o corpo ainda fique com um pouco. Depois, eu passo um hidratante pro cima, mas o óleo é o segredo. Então, são mais de 20 anos passando óleo de amêndoas. Não tive estrias quando engordei e depois emagreci. Esse é meu segredo.

O que você faz para cuidar da pele do rosto? Quais produtos usa?
Hoje eu faço peeling, microagulhamento, faço todo tipo de tramento, porque com o tempo e uso de anticoncepcional prolongado, que é uma beleza, eu desenvolvi melasma no rosto. Porém, o que me salvava quando eu era dura, era a esfoliação com mel e açúcar e lavar o rosto com sabão de coco. Era o que mantinha a minha pele com o mínimo de acne possível. Hoje em dia, uso protetor solar diariamente, cor de base. De manhã, eu uso uma fórmula de ácido glicólico, hidroquinona e ácido hialurônico. De noite, eu lavo o rosto, passo ácido retinóico antes de dormir, antienvelhecimento e para reparar as manchas. Eu também tomo protetor solar, em cápsulas, que inibe mais ainda os raios ultravioletas. Ele é manipulado.

Alguns fãs se enfureceram com você, por ter emagrecido. Esses comentários negativos te atingem? Como você se sente ao ler tudo isso?
Algumas vezes atingem, porque as pessoas são más, não são legais umas com as outras. Não a maioria, a maioria é boa. Tem uma minoria que não, que fala que eu emagreci, então não vai mais me seguir, que diz que eu sou vazia, porque eu emagreci, cedi aos padrões de beleza da sociedade. Então, a pessoa só gostava de mim porque eu tinha engordado. Ela nem sabia como eu era. Diziam: ‘você pensava melhor gorda, agora você pensa diferente, não gosto mais de você’. Muita gente nem sabe que eu emagreci porque tive síndrome metabólica, mas não interessa. As pessoa não tem que comentar dessa forma sobre as outras. Pode deixar de seguir, mas o critério que elas usam é bem ruim. Existem pessoas más e a internet mostra, porque cara a cara é mais difícil. Então, ali a gente vê que tem muita gente ruim no mundo. Me incomoda, a maioria eu não respondo. Me incomoda ver que tem gente assim no mundo, não só em relação ao meu emagrecimento.

Como ficou a carreira de modelo, após o seu emagrecimento?
Minha carreira de modelo pós-emagrecimento está devagar. Eu acho que as pessoas precisam de um tempo para assimilar. Quando eu engordei, fiquei sete meses sem trabalhar, que não valorizavam e bombei de trabalho. Agora emagreci, no começo trabalhei, mas agora tá devagar.Tem bastante cotação, mas não tenho fechado muita coisa não. Não sei se é o mercado.

Você faz procedimentos estéticos? Quais?
Eu fiz harmonização facial com a Dra. Mariana Alpino, tem que fazer com dermatologista ou cirurgião plástico, que seja especializado. Eu amei! Nunca achei que fosse um negócio assim tão louco. Eu saí com 30 anos, na primeira. Na segunda etapa, eu já estou com 27 anos. Tô com medo da terceira etapa, acho que vou voltar para 18 (risos).Os tratamentos estéticos que eu faço são esses, cuidar da pele, não faço massagem ou drenagem, tenho preguiça. Cabelo, tenho máscara que passo toda semana para hidratar. Mas nada além disso, não. Sou a favor da drenagem e massagem, a mulher se sente desinchada. eu faço quando tô relaxada, antes de uma foto, mas eu tenho preguiça de ir até o local. Eu acho que relaxa mesmo o corpo e melhora as coisas, o corpo como um todo, retenção de líquido, relaxamento. Acho que é bom. Gostaria de fazer mais vezes.

Pensa em fazer cirurgias plásticas? Já fez alguma?
Já fiz lipo nos flancos, duas vezes. Coloquei silicone uma vez. Única plástica que fiz na vida foram essas. Não pretendo fazer outra plástica, não. Pensei em fazer quando emagreci, porque achei que meus seios iam despencar. Porque, na verdade, eu comecei a usar 50 de sutiã, passei pro 48 e agora tô no 46. Então, isso de gordura. Mas fui surpreendida por fazer musculação, fazer supino com 15 kg de cada lado e aí meu peito fez um super up, foi para o queixo (risos). Tô brincando. O meu seio é um formato pera, que é o natural, deu uma boa levantada com a musculação, ficou nos trinques.

Como está a faculdade de Medicina?
A faculdade tá ótima, eu tô adorando. Estou no terceiro período, já são matérias bem específicas de Medicina. Agora a gente já está estudando todo o trato grastrointestinal, tá bem legal, tô gostando. Mas meu caminho é a psiquiatria.

Você recentemente teve um problema com o Instagram, que foi hackeado. Você perdeu muito dinheiro com isso? O que tem feito para cuidar da segurança da sua conta? Tem dicas para dar?
Ele foi hackeada. Perdi dinheiro, sim. Porque naquela semana tinham posts pagos para entrar. Já estavam pagos e eu tive que devolver o dinheiro, enfim, consegui recuperar. Perdi mais de 3 mil fotos, que são minha história. Não tinha backup. Perdi parte da minha propriedade intelectual. Foi chato. Perdi uns dez mil seguidores. Aos poucos, vou recuperando. A dica é: ter senhas diferentes em todas as suas redes sociais, senhas que variam letras maiúsculas, minúsculas, números e caracteres. Tudo meu era bem básico. Negócio é colocar senhas difíceis mesmo.

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