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O Impacto da Musculação na Flexibilidade

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Desde os tempos mais antigos até os dias atuais algumas pessoas, inclusive atletas acreditam que a prática regular da musculação pode interferir negativamente na flexibilidade (FLECK e KRAEMER, 2006; FLECK e SIMÃO, 2008). A flexibilidade pode ser definida como a capacidade de um indivíduo realizar movimentos com grande amplitude (WEINECK, 2003). De fato, alguns levantadores de peso apresentam níveis de flexibilidade abaixo da média na articulação do ombro devido à grande massa muscular presente em volta desta região (FLECK e SIMÃO, 2008). Nesta situação os níveis elevados de massa muscular prejudicariam o movimento nesta articulação (FLECK e SIMÃO, 2008). Sendo assim, a maior massa muscular gera apenas uma limitação mecânica na movimentação (WEINECK, 2003). No entanto, deve-se entender que a maioria dos praticantes de musculação não apresenta um potencial genético adequado para desenvolver elevados níveis de massa muscular que possam vir a interferir negativamente na flexibilidade (FLECK e SIMÃO, 2008).

Alguns estudos na literatura relatam que a prática da musculação pode manter ou elevar os níveis de flexibilidade (FLECK e KRAEMER, 2006; FLECK e SIMÃO, 2008), sendo que a modalidade deve contemplar a amplitude total dos movimentos na maioria dos exercícios respeitando a integridade das articulações, sem enfatizar repetições parciais em demasia (FLECK e SIMÃO, 2008). BARSOSA e COLABORADORES (2002) realizaram um estudo no qual mulheres idosas inativas com idade entre 62 e 73 anos foram submetidas a dez semanas de musculação. Ao final deste período ocorreu um aumento nos escores do teste de sentar e alcançar, constatando elevação nos níveis de flexibilidade após a intervenção. FATOUROS (2002) investigaram a influência do treinamento aeróbio, musculação e da combinação entre estes em homens idosos inativos com idade entre 65 e 78 anos. Foi demonstrado aumento nos níveis de flexibilidade no grupo que treinou apenas musculação. A maior parte dos estudos verificando a influencia da musculação na flexibilidade avaliou apenas sujeitos idosos.

O nível de aptidão física e a idade da amostra parecem influenciar nas respostas obtidas (FLECK e SIMÃO, 2008). MONTEIRO e COLABORADORES (2007) submeteram mulheres adultas jovens e inativas a dez semanas de treinamento de musculação em circuito por três sessões semanais. Os resultados do estudo demonstraram maiores aumentos nos níveis de flexibilidade na articulação do ombro, coluna e quadril. As articulações do cotovelo e joelho apresentaram ganhos pouco expressivos. Sendo assim, a musculação pode concorrer para a melhoria da flexibilidade em função de envolver grandes amplitudes de movimento, sobretudo em indivíduos sedentários (FLECK e SIMÃO, 2008). Os dados deste estudo suportam a hipótese de que exercícios específicos de alongamento não são necessários nas primeiras semanas de treinamento para que ocorram ganhos de flexibilidade (FLECK e SIMÃO, 2008). No entanto, MONTEIRO e COLABORADORES (2007) sugerem que futuros estudos devam ser realizados com o intuito de verificar a influencia do treinamento de musculação em longo prazo nos níveis de flexibilidade em indivíduos sedentários e treinados. Uma recomendação bastante interessante de TEIXEIRA e GUEDES (2009) indica que o treinamento de flexibilidade deve ser realizado separado da sessão de musculação caso o intuito do praticante seja elevar os níveis de flexibilidade além daqueles proporcionados pela execução dos exercícios de musculação.

Um princípio bastante interessante do treinamento afirma que quanto menos treinado é um sujeito, maior é a magnitude dos ganhos observados (PRESTES e COLABORADORES, 2010). Sendo assim, parece que quanto menores são os níveis de flexibilidade, maiores são os ganhos desta valência física com o treinamento de musculação. Com o passar do tempo de treinamento o indivíduo vai chegando mais próximo do seu potencial genético, reduzindo os ganhos decorrentes do processo de treinamento. A idade é uma variável que promove influencia no resultado dos estudos, uma vez que com o seu avanço ocorre uma concomitante queda nos níveis de flexibilidade (WEINECK, 2003). Além disso, os níveis de sedentarismo apresentam uma relação direta com o avanço da idade. Logo, indivíduos idosos apresentam aumento nos níveis de flexibilidade devido aos menores níveis desta valência física observados anteriormente a prática da musculação.

Desta forma, fica bem claro que o treinamento de musculação pode resultar em aumento nos níveis de flexibilidade, contrariando a afirmação de que a sua prática pode reduzir esta valência física. Sendo assim, prejuízos na flexibilidade podem ser observados apenas em atletas que possuem um grande volume muscular em torno da articulação, o que acarreta uma limitação mecânica na movimentação.

Referências Bibliográficas

(BARBOSA e COLABORADORES, 2002) – Effects of resistance training on the sit- and- reach test in elderly woman – Journal of Strenght and Conditioning Research.
(FATOUROS, 2002) – The effects of strenght training, cardiovascular training and their combination on flexibility of inactive older adults. International Journal of Sports Medicine.
(FLECK e KRAEMER, 2006) – Fundamentos do Treinamento de Força Muscular – Editora Artmed.
(FLECK e SIMÃO, 2008) – Princípios Metodológicos para o Treinamento – Phorte Editora.
(MONTEIRO e COLABORADORES, 2007) – Influence of strenght training on adult women´s flexibility. Journal of Strenght and Conditioning Research.
(PRESTES e COLABORADORES, 2010) – Prescrição e Periodização do Treinamento de Força em Academias – Editora Manole.
(TEIXEIRA e GUEDES, 2009) – Musculação: Desenvolvimento Corporal Global – Phorte Editora.
WEINECK (2003) – Treinamento Ideal – Editora Manole.

brunnoarnaut.blogspot.com

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Diva Fitness dispara: “não é porque sou mãe que deixei de ser mulher”

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Gabi Lubies, Diva Fitness WBFF, fala sobre auto-estima, boa forma e beleza  após a maternidade, e afirma que não deixou de ser mulher porque tornou-se mãe

A mulher é sempre um símbolo da beleza, e tem de fato a sua auto-estima interior, que a faz cuidar de si, maquiar-se, e estar de bem com o corpo. Em sua maioria, as mulheres gostam de ser notadas e elogiadas, e isso as faz sentirem-se mais vivas, e mais de bem consigo mesmas. 

A Diva Fitness WBFF (World Beauty Fitness Fashion) Gabi Lubies acredita que mesmo após ter filhos, a mulher não precisa se anular, e pode sim cuidar de si: “Quando nasce uma criança, nasce uma mãe, mas não precisa morrer uma mulher. É comum que fiquemos nesse quadro de dedicação quase que exclusiva aos filhos durante muito tempo, e muitas vezes, acabamos esquecendo de nós mesmas e entrando no automático. Antes de sermos mãe, somos mulheres, e acho complicado e arriscado esquecer o que somos e até mesmo o que nos levou até ali”, comenta.

Gabi Lubies aponta que o instinto materno fala muito alto, acima dos interesses pessoais: “Estou pra ver a mulher que, consciente ou não, não tenha esquecido de si, ainda que só um pouquinho, depois da maternidade. Quando um bebê nasce, ficamos tão ligadas a ele que esquecemos de olhar para nós mesmas. No começo, acho até natural, afinal não sabemos como ser mãe e vamos aprendendo e vendo que somos capazes de criar e cuidar de uma criança dia após dia”. 

Para a Diva Fitness, cuidar de si não é sinônimo de ser uma mãe ruim: “respeito quem decide fazer isso, mas particularmente acho que existem outros caminhos e que não é isso que fará uma pessoa ser boa ou má mãe. Não posso jogar a culpa neles por eu ter que trabalhar pra sustentá-los, nem a responsabilidade por ter engordado pra gerá-los, nem a responsabilidade por não cuidar de mim, por não ir atrás dos meus sonhos, por não ter tempo, etc. Eu escolhi ser mãe, a responsabilidade é toda minha e não deles. Penso que quando cuido de mim, em especial da minha saúde, estou também, de algum modo, dando a eles a oportunidade de ter a mãe dos meus filhos na Terra por mais tempo”.

Gabi acredita que ser mãe só acrescenta à vida de uma mulher, e que forma física e estética são recuperáveis depois da gravidez, e que a mulher não precisa abdicar da auto-estima para ser mãe: “Sou exemplo vivo disso. Optei que seria mãe e que continuaria sendo uma mulher que buscaria a felicidade e realização pessoal, pois acredito que a maternidade não subtrai nada da mulher, ao contrário, ela soma. A maternidade não nos diminui, ela nos torna mais fortes, mais capazes. É só uma questão de canalizarmos todo esse potencial para sermos as mulheres que queremos ser”, conclui

Fotos de: Dan Galic / MF Press Global Por: Hebert Neri

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Cátia Paganote deseja bom dia apenas de lingerie e mostra boa forma aos 42 anos

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Foto de ex-paquita da Xuxa recebeu milhares de curtidas e comentários de seguidores, elogiando a sua aparência. “Você não muda! Tá linda!”, escreveu uma fã.

Em março, além de comemorar a chegada dos 43 anos, Catia Paganote também lançará a sua autobiografia chamada de “A Minha Vida é um Xou”.

Visualizar esta foto no Instagram.

Bom dia… ??? @villadimanupousada @rafael_vega @cacauoliver #catiapaganote #miuxa #paquitas #paquita #catiapaganotebymiuxa #catiabymiuxa #bomdia

Uma publicação compartilhada por Catia Paganote (@catiapaganote) em

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Bella Falconi esclarece o que pode te impedir de emagrecer em 2019

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A nutricionista e influenciadora digital Bella Falconi aponta os principais inimigos de uma vida mais saudável e meios de seguir rumo a melhor saúde e forma física

Bella sempre compartilha dicas com seus seguidores e leitores do blog para ter uma vida melhor, com mais saúde e qualidade de vida. A influenciadora esta semana trouxe dicas de como alcançar os objetivos no fitness e evitar a auto-sabotagem

Em seu blog no UOL (bellafalconi.blogosfera.uol.com.br) ela falou sobre como, de fato a pressa pode ser “inimiga da perfeição”, como diria o dito popular: “O problema em nossa era é que as pessoas buscam resultados “a jato”. Querem construir músculos densos e hipertrofiados em apenas 3 meses, querem alcançar um dígito de percentual de gordura corporal em 40 dias, e para isso submetem-se a loucuras”.

A pressa em obter resultados pode ser ainda mais prejudicial do que outros fatores na obtenção de maior qualidade de vida: “existe algo que pode ser tão ou mais prejudicial do que o sedentarismo e os maus hábitos alimentares: a pressa”. Bella afirma que isto pode, na verdade, causar frustração e impedir as pessoas de alcançarem seus objetivos no fitness e de manter um estilo de vida e dieta sustentável.

Como conselho para começar o ano já cumprindo aquela promessa de ano novo de emagrecer, Bella afirma: “independente das suas resoluções pessoais para o novo ano, uma dieta saudável e equilibrada sempre irá trazer benefícios: menos sal, açúcares e gorduras, e mais produtos frescos, vegetais e integrais são a fórmula infalível para emagrecer em 2019 e melhorar a saúde geral. E isto sempre tenho dito”.

Fotos de:  ReproduçãoPor: Hebert Neri

Leia o artigo original no UOL em: bellafalconi.blogosfera.uol.com.br

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