Alimentação e Nutrição

Nutricionista de Juliana Paes explica jejum intermitente: ‘Não é uma dieta’

Fernanda Muller tirou dúvidas sobre funcionamento da estratégia, alimentação durante o jejum e mais!

Para manter o corpo seco após emagrecer 13 kg para dar vida à personagem Cátia, da supersérie “Os Dias Eram Assim “, Barbara Reis aderiu ao jejum intermitente, ficando 16 horas sem comer. A prática, no entanto, não é a dieta do momento. “O jejum intermitente é uma estratégia de emagrecimento mas não é uma dieta. Para algumas pessoas pode ser muito interessante porque é uma fácil aderência ao programa”, explicou Fernanda Muller, nutricionista de estrelas como Juliana Paes, Deborah Seccoe Luma Costa, também adeptas do padrão de alimentação. Em entrevista ao Purepeople, a profissional tirou todas as dúvidas sobre o jejum intermitente. Confira!

‘PODE BEBER ÁGUA, CAFÉ E CHÁS’, AFIRMA FERNANDA MULLER

Segundo a profissional, existem diferentes protocolos de jejum. “O mais utilizado é o 16/8. Ou seja, você faz uma janela de alimentação de 8 horas ativas do seu dia, como, por exemplo, de 12h às 20h, e ao fechar a janela, você entra em um jejum de 16 horas”, explicou, detalhando o que pode ser consumido durante as 16 horas: “A pessoa obviamente pode beber água, café sem açúcar e chás – desde que sejam naturais. Então o jejum é de calorias, de nutrientes”.

ALIMENTAÇÃO LOW CARB É PRÉ-REQUISITO PARA O JEJUM

Para aderir à estratégia, é preciso um ajuste prévio na alimentação. “Normalmente quem faz jejum intermitente são pessoas que seguem uma alimentação mais natural e low carb – com menos carboidrato e mais verduras, legumes, proteínas e gorduras naturais (gema do ovo, gordura do salmão, das castanhas, dos lácteos, coco, abacate, manteiga de cacau). Isso já faz com que a pessoa, naturalmente, sinta menos fome, e fique preparada. O jejum não deve ser a primeira opção, ele vem depois para otimizar o emagrecimento ou até para o autoconhecimento”, disse Fernanda, que acompanhou Luma Costa, madrinha de casamento de Marina Ruy Barbosa, durante o jejum para se preparar para a novela “Sol Nascente”.

‘O JEJUM AJUDA EVITANDO PICOS DE INSULINA’, EXPLICA NUTRICIONISTA

A explicação para o resultado do jejum intermitente está nos níveis de insulina no corpo. “Funciona porque eles ficam mais baixos. Insulina alta favorece o acúmulo de gordura e dificulta sua queima. O jejum ajuda evitando picos de insulina, fazendo com que a pessoa emagreça, e também pelo fato da pessoa deixar de comer várias vezes sem fome, sem necessidade”, explicou Fernanda, frisando que é preciso aplicar o jejum pelo menos quatro vezes por semana para ter resultado de emagrecimento.

‘É A ALIMENTAÇÃO NATURAL ANTES DA INDUSTRIALIZAÇÃO’, DIZ

De acordo com a nutricionista, que orientou Deborah Secco desde o final da gestação até dois meses após o nascimento de Maria Flor, não há contra-indicação para o jejum intermitente. “Se a pessoa tiver algum problema de saúde, por exemplo, diabetes, ou que faça uso de medicamentos, ela tem que fazer com orientação profissional. Pessoas saudáveis não precisam de orientação para jejuar, e sim para o que comer quando for se alimentar”, disse ela, que defendeu a estratégia: “É uma alimentação saudável que todas as pessoas podem fazer. É a alimentação natural do ser humano antes da industrialização. Não é nada moderno”.

JEJUM INTERMITENTE NÃO ESTIMULA PERDA DE MASSA MUSCULAR

A profissional que acompanha Juliana Paes, adepta da malhação em jejum, desde o Carnaval 2016, explicou ainda que a estratégia não faz com que as pessoas percam massa muscular. “O importante para não perder massa muscular não é comer de três em três horas, é você malhar, manter o músculo ativo, e comer bem nas horas em que você se alimenta. O importante é o tanto de proteína que você consome ao longo do dia, não exatamente só antes ou depois do treino”.

NUTRICIONISTA DESCARTA RELAÇÃO ENTRE O JEJUM E GASTRITE

Fernanda Muller ressalta que a prática de jejum não causa gastrite. “A gastrite é uma inflamação na mucosa do estômago causada justamente pela alimentação errada. Se a pessoa tem tendência à gastrite, por exemplo, não deve tomar muito café durante o jejum porque é um irritante da mucosa gástrica”, afirmou.

(Por Vanessa Nogueira)

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