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Alogamento e Flexibilidade

Os benefícios do Pilates

Como nasceu o Pilates?

Joseph Pilates foi um alemão que teve vários problemas de saúde na sua infância, entre os quais raquitismo. Estudou anatomia e fisiologia humana por iniciativa própria e desenvolveu alguns exercícios que visavam a melhoria da postura e da condição física. Nasceu assim o que hoje conhecemos como Pilates.

Os métodos criados por ele têm até hoje conquistado várias pessoas, desde bailarinos a atletas, passando por pessoas que se estão a iniciar na prática de exercício físico.

O que é o Pilates?

O método pilates diz respeito a uma série de alongamentos e exercícios que utilizam o peso do próprio corpo para a sua execução. Estes exercícios focam-se nas diferentes regiões do corpo e têm como objectivo aumentar a flexibilidade e a força muscular. Ou seja, o pilates melhora a condição física, a postura e tonifica os músculos. Além disso, é um método que agride menos as articulações em comparação com outras modalidades.

O que diz a ciência?

Ém método muito famoso actualmente mas será que a ciência confirma todos estes benefícios do pilates? Em 2006, uma revisão de 277 estudos científicos publicado no Journal of Bodywork and Movement Therapies não traçou um quadro muito favorável ao pilates [*1]. De todos os artigos que faziam referência ao pilates, apenas 3 representavam ensaios clínicos. Ou seja, a base científica dos benefícios do pilates era parca.

Mas isso era em 2006. Hoje já existem estudos científicos bem projectados que corroboram todos os benefícios do pilates. É o caso de um estudo publicado em 2010 no The Journal of Strenght and Conditioning Research. Este estudo encontrou benefícios do pilates a nível da melhoria da resistência muscular e da flexibilidade [*2].

Os autores do estudo recrutaram 50 indivíduos e dividiram-nos em dois grupos: o grupo que executou exercícios de pilates (2 horas por semana durante 12 semanas) o grupo de controlo. No final do estudo, os elementos do grupo do pilates apresentaram maior tonificação muscular dos abdominais e do peito e maior flexibilidade nos músculos posteriores das coxas do que os elementos do grupo de controlo. Não foram encontradas diferenças nas variáveis da postura e equilíbrio entre os dois grupos.

O estudo mostrou que 2 horas por semana durante 12 semanas é o suficiente para registar benefícios a nível da tonificação muscular e aumento da flexibilidade.

Pilates e a resistência cardiovascular

Será que o pilates também fortalece a função cardio-respiratória? Será que o pilates fornece um bom estímulo cardiovascular?

O American Council of Exercise (ACE) conduziu um estudo com o propósito de responder a esta questão [*3]. Foram recrutadas 15 jovens mulheres com idades entre os 18 e os 26 anos e já com alguma experiência no pilates. Depois de um teste preliminar para avaliar o volume máximo de oxigénio (VO2máx), participaram em duas sessões de pilates de 50m cada (uma amadora, outra avançada – alternadamente). O batimento cardíaco e o consumo de oxigénio foram registados a cada sessão.

Na sessão avançada (exercícios com maior grau de exigência), as participantes consumiram 43% do seu VO2máx,o equivalente a percorrer entre 5,5 a 6,5 km a pé numa hora. Na sessão amadora (exercícios menos exigentes) o consumo de VO2máx foi de 28%.

Avaliação dos resultados: embora o pilates seja eficaz no fortalecimento muscular e na melhoria da flexibilidade, os seus benefícios a nível do aumento da função cardio-respiratória parecem ser limitados. Embora os participantes sintam que estão a dar muito de si (e no fundo até estão, a nível muscular), os ganhos na função cardio-respiratória não são nada por aí além.

Os exercícios mais exigentes a nível cardiovascular são o sereia (A), o boomerang (B) e o jack knife (C). O menos exigente é o cem (D).


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REFERÊNCIAS OU NOTAS:
[*1] – Marie Bernardo, L., The effectiveness of Pilates training in healthy adults: An appraisal of the research literature, Journal of Bodywork and Movement Therapies Vol. 11- Issue 2, págs. 106-110, Abril 2007 (LINK)
[*2] – Kloubec, J., Pilates for improvement of muscle endurance, flexibility, balance, and posture, The Journal of Strength and Conditioning Research 24(3): 661-667, Março 2010 (LINK)
[*3] – Spilde, S. & Porcari, J., Can pilates do it all?, ACE Fitness Matters, págs 10-11, Novembro/Dezembro 2005 (LINK)

Fonte: http://logon.prozis.pt

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