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Alimentação e Nutrição

Whey, creatina, carbo: novos conceitos em nutrição esportiva derrubam mitos

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Fisiologista comenta novidades apresentadas em congresso nos EUA sobre temas polêmicos na área da nutrição e dos suplementos nutricionais. 

No penúltimo final de semana, aconteceu na cidade de Phoenix, Arizona, nos Estados Unidos, o 14° Encontro Anual da Sociedade Internacional de Nutrição Esportiva (Internacional Society of Sports Nutrition- ISSN) e nossa equipe foi representada pela Dra. Gerseli Angeli. Durante o evento foram abordados os temas mais atuais e também polêmicos na área da nutrição e dos suplementos nutricionais. Dentre os principais assuntos, cabe destacar alguns:

– Creatina: 
Estudos científicos muito consistentes comprovam que a creatina, além de ser extremamente segura, traz inúmeros benefícios, não só para os praticantes de atividades físicas que buscam o fortalecimento muscular e a performance, mas também para aqueles que desejam combater o envelhecimento.

O consumo de creatina apresenta um efeito anticatabólico sobre os músculos e ossos, ou seja, ajuda a combater a perda de massa óssea (osteopenia e osteoporose) e de massa muscular (sarcopenia- inerente ao processo de envelhecimento), daí seu crescente uso pela medicina antiaging.

– Whey Protein:
Os inúmeros estudos apresentados no congresso da ISSN confirmam as informações que já vêm sendo difundidas pelo American College of Sports Medicine (ACSM) e derrubam o mito de que dietas ricas em proteínas podem prejudicar os rins e fígado. Este é um conceito que precisa ser definitivamente aceito pelos profissionais das ciências do esporte.

Um estudo avaliando o consumo de uma dieta contendo 3g/kg de peso de proteína por dia, durante o período um ano, demonstrou não provocar qualquer tipo de alteração nas funções hepática e renal, nem alterações nos níveis de colesterol e triglicérides.

Por outro lado, o maior consumo de proteínas contribuiu para a perda de gordura corporal e aparentemente para melhora da massa óssea. Estudos apontam ainda que a distribuição do consumo de proteína ao longo do dia, aproximadamente 20g por dose, e a associação desse consumo à prática de exercícios, apresenta uma interação muito positiva para a saúde, contribuindo para o ganho de massa muscular e protegendo contra a perda de massa magra tão comum em processos de emagrecimento e inerente ao processo de envelhecimento.

– Carboidrato:
Pesquisas avaliando o efeito de dietas com baixo consumo de carboidratos, especialmente a dieta cetogênica, também foram apresentados, e o que se pôde observar até o momento é que dietas com baixo consumo de carboidratos não são ideais para praticantes de atividades físicas e atletas, uma vez que o carboidrato é um nutriente fundamental para esses indivíduos.

Sabemos que estas informações recentes vão provocar polêmicas, porém cada vez mais precisamos enfatizar que os conceitos com fundamento científico precisam derrubar os mitos criados por informações erradas.

Referência: www.sportsnutritionsociety.org

*As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do site

por: Turíbio Barros,

Mestre e Doutor em Fisiologia do Exercício pela EPM. Membro do conselho científico da Midway Labs, professor e coordenador do Curso de Especialização em Medicina Esportiva da Unifesp e fisiologista do São Paulo FC e coordenador do Departamento de Fisiologia do E.C. Pinheiros. Membro do American College of Sports Medicine. www.drturibio.com

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Nutricionista dá dicas para não ser enganado pelos chamados produtos light

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Gabi Lodewijks ensina como não cair na armadilha das chamadas comidas fit, que na verdade não são o que prometem.
Aprender a ler os rótulos dos produtos que estão na prateleira é a melhor maneira de deixar de ser enganado pela industria alimentícia. Muitos produtos disponíveis no mercado que prometem ser fit, light, mas que na verdade estão longe de serem saudáveis.
“Sim, infelizmente somos enganados pelo marketing da industria alimentícia ,que escreve bem grande no rótulo LIGHT, DIET, ZERO AÇÚCAR. Mas, basta apenas girar o produto e ler a lista imensa de ingredientes, que voce irá se assustar e perceber que foi enganado”, afirma a nutricionista e life coach Gabi Lodewijks.
Gabi diz que quanto mais ingredientes tiver um produto, supostamente light, mais prejudicial ele é: “se aparecer algum nome estranho que você nem consegue pronunciar, provavelmente é coisa ruim. Claro que a industria tem que ganhar dinheiro mas nós temos que exigir produtos de boa qualidade, afinal, você irá colocar isso para dentro do seu corpo, que é seu bem maior”.
A especialista aponta que o grande erro é procurar contar calorias, sem preocupar-se com a qualidade do alimento: “Iludidos pelo apelo de zero calorias, muitos se esquecem de olhar os demais componentes. Na lista dos produtos, os ingredientes vem em ordem decrescente, da maior para menor quantidade. Isso quer dizer que os primeiros ingredientes praticamente definem o produto”.
Gabi Lodewijks faz uma lista dos alimentos
1- Alimentos a evitar
Exclua da sua vida alimentos em que o primeiro ítem é açucar. Muitas vezes o açúcar vem camuflado com outros nomes: glicose, sacarose, lactose, frutose, maltose, mextrose, maltodextrina ,glucose de milho, xarope de malte, açúcar cristal, açúcar invertido, xarope de milho, xarope de guaraná, açúcar de beterraba, açúcar magro, açúcar light, agave.
2- Não existe acúcar magro
Não se engane. Não existe açúcar magro, açúcar light: açúcar é açúcar e pronto. Se no produto você encontrar algum desses nomes é porque possui açúcar e geralmente isso acontece nos produtos zero. Incrível, certo?!
3- Não deixe de considerar a data
Pode parecer obvio, mas a data de validade também é muito importante, e muitos deixam de olhar. Muitos casos de intoxicação alimentar ocorrem porque as pessoas estocam e consomem alimentos sem considerar que alimentos tem prazo de validade. Cuidar disso também é importante.
Créditos – Foto: MF Press Global

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Marmita de verão: sugestões de cardápio para um almoço saboroso e saudável

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Com as temperaturas subindo e o verão se aproximando, é hora de repensar os alimentos que farão parte das refeições para deixá-las ainda mais saborosas e a cara da estação. Abaixo, reunimos duas sugestões de cardápios indicados pela nutricionista Michelle Mileto Troitinho, do Kurotel – Centro Médico de Longevidade & Spa de Gramado, no Rio Grande do Sul, com opções de almoçoe para os lanches da manhã e da tarde.

Confira as dicas completas com todos os nutrientes necessários para o organismo e turbine sua alimentação com alimentos antixoxidantes, que ajudam a combater os radicais livres e a proteger a pele do sol, e mais leves, que facilitarão a digestão e manterão o bem-estar do organismo durante o calor intenso.

Opção 1

Lanche da manhã:

  • Suco Hércules (1 xíc. de chá de laranja picada, 1 fatia fina de gengibre, 1/4 de xíc. de chá de beterraba picada e 1 iogurte natural desnatado. Modo de preparo: misture os ingredientes e bata no liquidificador. Rende 1 porção).
  • 3 uni. de castanhas do Pará.

Almoço:

  • Salpicão de grão de bico com mix de verdes (250 g de grão-de-bico cozido e escorrido, 1/2 xíc. de chá de aipo picado, 1 colher de sopa de cebolinha verde picada, 1 maçã sem semente e picada, 1/4 xíc. de chá de nozes picadas e tostadas, 4 colheres de sopa de creme de soja ou iogurte desnatado, 1 colher de sobremesa de mostarda Dijon, suco de meio limão e 1/2 alface americana. Modo de preparo: misture os ingredientes secos. Em seguida, despeje o molho sobre eles e posicione-os sobre uma cama de folhas. Rende 6 porções).
  • Risoto de quinoa com tomate seco e frango (1 xíc. de chá de quinoa, 1 colher de sopa de óleo, 1/2 xíc. de chá de cebola picada, 2 xíc. de chá de alho poró picado, 1 xíc. de aipo picado, 1 xíc. de chá de tomates sem pele e sem sementes picados, 1 xíc. de chá de suco de tomate, 1 xíc. chá de vinho branco, 1 colher de café de sal, 2 xíc. de chá de caldo de frango caseiro, 2 xíc. de chá de frango desfiado, 3 colheres de sopa de cheiro-verde picado. Modo de preparo: aqueça o óleo e doure a cebola, alho poró e o aipo. Coloque a quinoa em uma panela e adicione o caldo de frango, sal, vinho branco e reserve. Em seguida, misture o tomate picado com o molho de tomate, cozinhe-os e junte com o frango. Misture tudo e acrescente o cheiro-verde. Rende 4 porções).

Lanche da tarde:

  • 1 maçã.
  • Biscoito cracker salgado (1/2 xíc. de chá de farinha de arroz integral, 1/2 xíc. de chá de amêndoas trituradas, 2 colheres de sopa de farinha de linhaça, 1/2 colher de chá de sal não refinado, 1 colher de chá de chá de ervas – tomilho, alecrim, orégano e manjericão, 1/4 colher de sopa de fermento químico, 1/4 xíc. de chá de água filtrada, 1 colher de chá de azeite de oliva extravirgem e 1 xíc. de chá de biomassa de banana verde. Modo de preparo: junte todos os ingredientes secos e, em seguida, adicione o azeite e a água. Misture com a mão até formar uma bola compacta. Abra a massa cuidadosamente em cima de um papel manteiga e corte-a em cubos. Coloque os pedaços em uma forma untada com óleo e asse por aproximadamente 20 minutos em um forno pré-aquecido a 180°C. Rende 3 porções).

Opção 2 – Vegana

Lanche da manhã:

  • 1 banana.
  • 3 uni. de amêndoas.

Almoço:

  • Salada Itapuã (4 tomates, 2 xíc. de chá de mamão papaia picado, 1 xíc. de chá de manga picada, 2 colheres de sopa de alcaparras, suco de 1 limão, salsinha picada a gosto e folhas verdes. Modo de preparo: corte os tomates ao meio e retire as sementes. Em uma vasilha, misture a manga, mamão, alcaparras e salsinha. Regue com suco de limão e use a mistura para rechear os tomates. Coma acompanhado de folhas verdes. Rende 8 porções).
  • Feijoada vegetariana (250 g de feijão preto, 6 xíc. de chá de água, 2 folhas de louro, 4 dentes de alho amassados, 1 maço de cebolinha verde picada, 1 maço de salsinha picada, 1 xíc. de chá de cebola picada, 1 colher de chá de óleo vegetal, 1 xícara de chá de chuchu em cubos médios, 1 xíc. de chá de cenoura em cubos médios, 1 xíc. de chá de beterraba em cubos médios, 1/2 xícara de chá de tofu defumado em cubos médios, 1/2 xíc. de chá de provolone em cubos médios, 1 xíc. de chá de proteína texturizada de soja em pedaços grandes, 1 colher de café de sal marinho, pimenta-do-reino branca em pó a gosto e cominho em pó a gosto. Modo de Preparo: deixe o feijão de molho em água por 12 horas. Lavar a proteína de soja e, em seguida, deixá-la de molho em água quente por 30 minutos. Depois, enxágue e esprema. Em uma panela de pressão, coloque o feijão, o louro e complete com água até 3 dedos acima dos grãos. Cozinhe por 20 minutos. Em uma panela grande, aqueça o óleo e refogue o alho, cebola e soja hidratada. Depois, acrescente os demais legumes e sal. Coloque também no refogado o feijão cozido e ferva tudo junto por cerca de 15 minutos. Em seguida, acrescente o cheiro-verde, tofu, provolone, pimenta do reino e cominho. Cozinhe por mais 5 minutos. Coma acompanhado de arroz integral, couve refogada e laranja. Rende 8 porções).

Lanche da tarde:

  • 1 pera.
  • Pizza caseira de legumes com farinha de grão de bico (1 xíc. de chá de farinha de grão de bico, 1/2 xíc. de chá de farinha de amêndoas, 1/4 xíc. de chá de de farinha de linhaça, 1 ovo caipira, 1 colher de sopa de azeite de oliva extravirgem, 100 ml de água filtrada, 1 colher de café de sal não refinado, 1 colher de sopa de açúcar mascavo e 1 colher de sobremesa de fermento em pó. Para rechear: 2 dentes de alho picado, 1/2 cebola pequena picada, 1/2 xíc. de alho poró picado, 1 cenoura pequena ralada, 1/2 molho de brócolis picado, 2 tomates grandes picados e 1 colher de sobremesa de óleo de coco. Modo de preparo: para a massa, junte o azeite, sal, açúcar, ovo e a água em um recipiente. Depois, adicione as farinhas e mexa até ficar uma massa homogênea. Em seguida, acrescente o fermento e mexa com suavidade. Refogue o recheio em uma panela com o óleo e os temperos. Para a montagem, coloque a massa sobre uma assadeira e cubra com o a preparação de legumes. Leve ao forno a 180°C por 20 minutos. Rende 12 porções).

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Estudo indica jejum intermitente como aliado da perda de gordura

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Mesmo polêmico, o jejum intermitente se mostra eficiente também para baixar a pressão arterial e os níveis de colesterol ruim

Ficar de 12 a 18 horas sem comer nada, contando com as horas de sono, é uma estratégia de perda de peso considerada polêmica. Mas, a cada nova pesquisa, a eficiência do jejum intermitente vai sendo confirmada. Em um estudo recente da Universidade de Surrey, na Inglaterra, os voluntários que apostaram no método para reduzir 5% do excesso de gordura corporal por questões de saúde atingiram o objetivo duas semanas antes do que aquelesque optaram por restringir o consumo de calorias.

E, como anteciparam o jantar para antes das 8 da noite para completar o tempo mínimo de jejum até o café da manhã do dia seguinte, eles apresentaram benefícios extras: a pressão arterial e os níveis de colesterol ruim foram reduzidos sem nenhum outro cuidado.

“Comer e dormir em seguida aumenta o risco de moléculas de gordura, proteína e carboidrato não metabolizadas corretamente pelo organismo irem parar na corrente sanguínea”, explica o cardiologista João Vicente da Silveira, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Conclusão: só pelo fato de estimular o hábito de fazer a última refeição mais cedo, já vale a pena experimentar o método e, claro, avaliar como seu corpo responde.

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