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Alimentação e Nutrição

Whey pode proteger intestino de efeitos de dietas gordurosas

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Velha conhecida das academias pelo nome em inglês, whey, e amplamente comercializada como suplemento para ganho de massa muscular, a proteína do soro do leite pode ser importante também como proteção contra os efeitos adversos da ingestão de alimentos gordurosos na microbiota intestinal.

Para isso, pesquisadores da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) e da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) compararam os efeitos de diferentes proteínas nas populações de bactérias dos intestinos de camundongos.

 O estudo foi feito no âmbito da pesquisa Impacto metabólico da proteína dietética do soro do leite, seus peptídeos e aminoácidos nas heat-shock proteins (HSPs) e parâmetros associados em ratos, realizada com apoio da FAPESP.

“Já se sabia que quantidades e tipos diferentes de gordura ingerida alteravam de formas diversas a composição das populações de microrganismos que povoam o intestino dos animais, predispondo o hospedeiro a processos inflamatórios que podem levar à obesidade e a outras doenças crônicas. O que não se sabia era que o tipo de proteína na dieta também teria um papel decisivo, permitindo ou resistindo às alterações da microbiota intestinal”, conta Jaime Amaya Farfan, do Departamento de Alimentos e Nutrição (Depan) da FEA-Unicamp.

O estudo mostrou que, enquanto a caseína – outra proteína derivada do leite, mas de lenta digestão e absorção – pode permitir o desarranjo da microbiota normal do intestino causado por uma dieta rica em gordura, a proteína do soro conferiu ao animal a capacidade de resistir ao efeito.

Entre as principais alterações induzidas pelo excesso de gorduras na dieta está a inversão da predominância dos dois filos de bactérias mais comuns no intestino: Bacteroidetes, presentes em maior quantidade na microbiota normal, e Firmicutes, dominantes em obesos.

Os pesquisadores comprovaram que o consumo de uma dieta gordurosa, composta por alimentos ricos em caseína, como o queijo, ao longo de nove semanas resultou na elevação de lipopolissacarídeos sanguíneos, moléculas relacionadas ao desenvolvimento de doenças crônicas intestinais, no aumento do acúmulo de gordura no fígado (esteatose hepática) e na inversão da quantidade dos filos predominantes, favorecendo o Firmicutes.

Em contraste, quando a dieta gordurosa foi administrada em conjunto com a proteína do soro de leite, a presença de lipopolissacarídeos e biomarcadores de inflamação e a esteatose hepática permaneceram significativamente baixas, impedindo a inversão dos filos.

“Esse contraste de efeitos das duas principais classes de proteínas do leite, a caseína e a whey, foi uma surpresa, mas pode ser explicado como sendo resultado da formação de peptídeos típicos de cada uma delas durante a digestão. No caso da proteína do soro, estudos anteriores realizados na FEA mostraram que certos peptídeos presentes possuem propriedades como aumento da captação de glicose pelas células musculares, maior expressão de proteínas antiestresse em roedores e até uma possível proteção contra as microlesões musculares em jogadores de futebol submetidos a treinos intensos”, diz Farfan.

Para fins de comparação, outro grupo de camundongos também foi submetido a uma dieta rica em gordura, mas em combinação com a proteína do soro lácteo pré-hidrolisada, que tem parte das ligações peptídicas de seus aminoácidos quebradas em cadeias menores de aminoácidos, os quais, por sua vez, promovem uma melhor absorção no intestino.

Os resultados indicaram que, embora o suplemento hidrolisado também fosse capaz de evitar grande aumento de lipopolissacarídeos no sangue, o rápido aumento da inflamação sistêmica e o acúmulo excessivo de gordura no fígado, ele não evitou a predominância de Firmicutes no intestino.

O aumento do filo ocorreu, mas não houve uma redução tão drástica do Bacteroidetes quanto na dieta com caseína.

“Com este achado, surge a suspeita de que a redução excessiva do filo Bacteroidetes, e não simplesmente a inversão dos dois grandes filos, seja mais determinante para os efeitos nocivos da dieta gordurosa”, conta o pesquisador.

O filo Bacteroidetes é uma potencial fonte endógena de lipopolissacarídeos pró-inflamatórios que podem passar para o sangue.

Da academia para o boteco

Para Farfan, “o estudo é uma contribuição ao aprofundamento do conhecimento sobre propriedades e diferenças entre as diversas proteínas que fazem parte da nossa dieta, pois, embora possam ser agrupadas genericamente numa mesma classe de nutrientes, mais uma vez, prova-se que elas não valem para a nossa saúde apenas pela somatória nutricional de seus aminoácidos”.

Se os resultados também forem verificados em humanos, completa o pesquisador, eles podem servir como alerta para o consumo excessivo de alimentos como o queijo em combinação com alimentos gordurosos.

“O sanduíche de queijo e mortadela, por exemplo, não traz uma boa combinação, já que o queijo é um alimento rico em caseína e a mortadela, em gordura de porco. O que o estudo com camundongos indica é que o queijo, ao contrário da ricota, rica em proteína do soro do leite, não protege a microbiota normal do intestino contra as alterações adversas causadas pelo excesso de gorduras.”

Dessa forma, a ricota, preparada a partir do soro do leite, seria um acompanhante mais saudável para a mortadela. Uma espécie de whey sólido para o sanduíche do boteco.

Diego Freire, da AGÊNCIA FAPESP / fonte: exame

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Alimentação e Nutrição

GLÚTEN Pão nosso de cada dia …será?

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O trigo atual não é o mesmo da época de Cristo, pode ter certeza!
Nosso trigo sofreu modificações genéticas (14 cromossomos na antiguidade ? 42 cromossomos a partir dos anos 50) e tem cerca de 400% mais glúten – nem se pode dizer que é o mesmo alimento
Não espanta que tantas pessoas sofrem de doença celíaca e de diversos graus de sensibilidade ao glúten
A maioria das pessoas com sensibilidade ao glúten (não celíacas) não tem sintomas gastrointestinais e a relação ingestão/sintoma fica perdida pois pode levar 3 dias entre comer e ter o sintoma = 99% destas pessoas não tem diagnóstico
Todos abaixo estão relacionados à sensibilidade ao glúten:


1. Enxaqueca
2. Distúrbios hormonais como ovários policísticos, TPM, endometriose, infertilidade (masculina tb – reduz número e função dos espermatozoides?evitaria muitos tratamentos de fertilização)
3. Fadiga crônica, fibromialgia
4. Doenças autoimunes como tireoidite de Hashimoto (leva ao hipotireoidismo), artrite reumatoide, retocolite ulcerativa, lúpus, psoríase, esclerodermia, esclerose múltipla
5. Inflamação, inchaço e dor nas articulações (dedos, joelho, quadris) sem causa aparente
6. Problemas de humor como ansiedade e depressão
7. TDHA (déficit de atenção e hiperatividade)
8. Queratose pilar – bolinhas avermelhadas/esbranquiçadas, ligeiramente endurecidas, nos braços e bumbum, mas podem afetar todo o corpo – deficiência vit A e ácidos graxos por má absorção intestinal
9. Distúrbios neurológicos e psiquiátricos (esquizofrenia, depressão, ataxia cerebelar, autismo), formigamento/dormência nas mãos e pés, confusão mental
10. Síndrome do Intestino Irritável (SII) – gases, distensão e dor abdominal, alteração do hábito intestinal (diarreia X constipação) na ausência de exames alterados (famoso: vc não tem nada, seu intestino que é preguiçoso e ruim).

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Academia

Àlcool x Emagrecimento, você sabe qual é?

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Com a palavra Dr. Igor Curvina nutricionista da Clinica Corpo Perfeito.
Não é uma novidade que o consumo de álcool atrapalha o processo de emagrecimento, muitas pessoas preferem ignorar esse fato compensando com extremos na dieta ou na atividade física, deixando de ingerir calorias de nutrientes importantes que promovem o anabolismo e utilizando de excessos esportivos, mas seria mais fácil reduzir o consumo de alcoólico, não é?!
Na nutrição nada engorda e nada emagrece, tudo depende!!! O álcool em questão é prejudicial em quase todos os sentidos, tem 7 kcal/g e nenhum valor nutricional (isso já o define), mas aprofundando é metabolizado primariamente pela enzima hepática álcool desidrogenasse(ADH) percorrendo um caminho bioquímico que por final pode ser utilizada para a síntese de gordura, e esse é o problema!

Para cada grama de etanol metabolizado, são formadas 7,1 kcal/g, uma fonte energética considerável, comparando-se aos carboidratos (4 kcal/g), proteínas (4 kcal/g) e lipídios (9 kcal/g). Porém, acredita-se que pessoas habituadas a ingerir doses altas de álcool não seriam capazes de aproveitar toda sua caloria, uma vez que a via de metabolização utilizada nesses casos seria a SMOE (sistema microssomal de oxidação do etanol), apontando que nem todas as pessoas aproveitam as calorias do álcool da mesma maneira: as mais magras, tendem a não aproveitar suas calorias de forma eficiente, ao contrário de indivíduos com IMC (Índice de Massa Corpórea) mais elevado, entrando mais uma vez na questão da individualidade biológica de cada um, bem como a quantidade de álcool consumida, como a de alimentos ingeridos. Tudo é importante e pode repercutir no ganho de gordura, aumentando a sua toxicidade no organismo.

Nesse sentido, conhecer o valor calórico do álcool e questionar a quantidade diária consumida devem fazer parte da avaliação nutricional, a fim de que esse importante dado seja considerado tanto no cálculo dietético para controle de peso, quanto para caracterizar a desnutrição.
Esclarecendo, não adianta ingerir destilados aterrorizando os fermentados, o álcool está presente da mesma maneira o que faz diferença é a quantidade ingerida e com que frequência.

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Alimentação e Nutrição

Aprenda os passos para alcançar resultados definitivos no seu corpo

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Quer conseguir resultados definitivos no seu corpo? Então, anote a dica: é preciso ter autocontrole e a certeza de que irá alcançar as metas. Diante disso, foque nos quesitos abaixo:

1. Planejamento e Organização. Essas duas ações são fundamentais para o sucesso. É necessário organizar o horário do treino e preparar as refeições para não acontecer furos. Planeje-se de verdade e cumpra. Busque ajuda de profissionais que te orientem na prescrição dos exercícios e no cardápio alimentar.

2. Treino. Leve a sério a sua atividade física. Não falte por nada! Dê o seu máximo, faça valer a pena cada instante. Treino bom é aquele feito com qualidade. Priorize as valências como: amplitude, cadência, intensidade e intervalo de recuperação. Pense nisso! Busque ajuda de um professor qualificado.

3. Plano alimentar. Se não houver mudança no cardápio, fica difícil atingir metas. Sejam elas de emagrecimento ou ganho de massa muscular. A alimentação deve ser adequada pelo nutricionista de acordo com o objetivo. Por isso, é fundamental um plano individualizado que se adeque ao estilo de vida de cada um. Se não, você vai desistir no primeiro dia.

4. Motivação. O resultado e a satisfação vão fazer todo o esforço valer a pena. E quando se sentir desmotivado, não pense nas razões, simplesmente continue na rotina. Mantenha o treino e a alimentação. Seja forte!

5. Paciência e perseverança. Os resultados são proporcionais ao empenho. Quanto mais se dedicar, mais resultados positivos terá. Mostre para você mesmo o quanto é capaz!

Não crie desculpas para justificar a sua falta de disciplina e vontade. Seja otimista consigo mesmo!

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