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Emagrecer – Reduzir ingestão calórica é a melhor e mais efetiva escolha

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Especialista americano Eric Ravussin diz ainda que, quanto menos calorias consumirmos diariamente, mais anos de vida estaremos poupando. Veja: A população mundial nunca esteve tão gorda: um a cada dez adultos é obeso. Os dados, divulgados em fevereiro pelo periódico científico The Lancet, mostram que, em 2008, 9,8% dos homens e 13,8% das mulheres sofriam de obesidade. Só no Brasil, 46,6% da população está acima do peso. Para driblar a epidemia, o especialista Eric Ravussin diz que não se deve apostar tanto em exercícios físicos. Para o fisiologista chefe da Divisão de Melhoria da Saúde e Performance do Pennington Biomedical Reasearch Center, nos EUA, o fundamental é reduzir a ingestão calórica – que, inclusive, ajuda a viver mais – e com mais qualidade de vida.

Em passagem pelo Brasil para o 14º Congresso Brasileiro de Obesidade e Síndrome Metabólica, que acontece em São Paulo, o fisiologista falou ao site de VEJA sobre as implicações do consumo calórico na longevidade, a epidemia de obesidade que assola o mundo e sobre a relação entre atividade física e emagrecimento.Confira:

Como a restrição calórica pode aumentar a longevidade? O que sabemos é que quando você restringe o consumo calórico, a temperatura do seu corpo diminui. Pesquisas anteriores já haviam mostrado que pessoas com uma menor temperatura corpórea vivem mais, esse é um dos marcadores da longevidade. Com a redução da ingestão de calorias há ainda uma mudança metabólica, principalmente na qualidade das mitocôndrias dos músculos e do fígado. Estando em melhor saúde, essas mitocôndrias não produzem tantas espécies reativas de oxigênio (radicais livres), um produto oxidante. Essa oxidação é prejudicial ao organismo, ela chega ao DNA, aos lipídeos, às proteínas, desgastando o organismo e acelerando o envelhecimento.

Esse aumento de longevidade é significativo? Vamos supor que, com o exercício físico, você aumente em cinco anos a longevidade. Com a restrição calórica, o aumento seria de sete anos. Mas o significativo mesmo não é o aumento na média da sobrevida, mas na idade máxima atingida pelos 10% do grupo que estão na ponta da cadeia, aqueles que conseguem viver mais. Pense em três grupos: o de controle (que não faz restrição calórica, nem exercício físico), os que praticam atividade física e aqueles que fazem restrição calórica. Nos dois primeiros, a pessoa que consegue viver mais chegaria, por exemplo, aos 90 anos de idade. Entre aqueles que fazem a restrição calórica, essa idade máxima seria de 100 anos.

Quanto se deve restringir? Em animais, o máximo que conseguimos foi uma restrição de 45% do consumo diário. Para a dieta humana, esse máximo seria de 30%.

Por que o senhor diz que exercício físico não ajuda a emagrecer? Quanto tempo você leva para queimar 400 calorias? E quanto demora para ingerir essas calorias? Você sente mais fome depois de um exercício físico? Eu acredito que a atividade física é muito boa para manter o peso, mas não acho que, sozinha, ela seja a melhor saída para emagrecer.

Os exercícios físicos aumentam o metabolismo do corpo. Não é o mecanismo inverso da restrição calórica? Mas atividade física também produz mais espécies reativas de oxigênio [o que prejudica a longevidade]. Ainda assim, o exercício ajuda a pessoa a viver mais. Isso acontece porque, ao mesmo tempo em que produz essas espécies, o organismo monta uma defesa ao estimular enzimas que são antioxidantes. O resultado final acaba sendo positivo ao corpo.

O índice metabólico (velocidade com que o corpo processa substâncias) é genético? Acredito que sim, ele é altamente determinado pela genética.

O índice metabólico é o responsável por algumas pessoas serem magras e outras obesas? Também. O que tem a determinação mais forte da genética é a altura da pessoa. Em seguida, acredita-se que venha a obesidade. Isso pode ser visto em pesquisas com irmãos gêmeos que foram separados por adoção. Apesar de viverem em ambientes distintos, eles continuam se parecendo fisicamente, em relação ao peso, por exemplo. Não temos ainda o conhecimento de um gene específico para a obesidade e para o diabetes que comprove, de fato, a tese. Mas, ainda assim, acredito que existe uma influência muito forte da genética.

Alguém que nasceu para estar acima do peso, estará sempre acima do peso? Existem dois pontos importantes no emagrecimento: ambiente e hábito alimentar. Em grupos indígenas da mesma etnia que vive em lugares distantes, por exemplo, existem os com problemas de diabetes e os saudáveis. Isso porque em um a comida é abundante, enquanto no outro há escassez. É a influência do ambiente. Mas, além disso, se você é um comedor restrito, que pensa sobre o que come, ou uma pessoa que queira se exercitar e se force a isso, você vai permanecer magro.

Qual a melhor dieta? Para perder peso, o que realmente importa são as calorias. Dietas como a Atkins, por exemplo, funcionam porque elas são mais fáceis de fazer. Quando você restringe as calorias consumidas, pode-se passar fome e isso pode ser um problema. O comportamento, o hábito alimentar, é a coisa mais difícil de mudar, mas é o que garante uma perda de peso saudável e permanente.

Existe uma fórmula para controlar a epidemia de obesidade? Acredito que sim: políticas de saúde. Na Holanda e na Dinamarca, as gorduras trans foram banidas do dia para a noite, porque eles sabiam que elas eram prejudiciais à saúde. Nos Estados Unidos isso é algo difícil de fazer. Grandes indústrias alimentícias, como a Coca-Cola, por exemplo, fazem lobbies constantes e prejudicam o processo. Mas, felizmente, alguns passos já estão sendo tomados. Em Nova York, as calorias precisam agora vir no cardápio ao lado do prato. Se isso vai mudar algo, não sei. Mas acredito que a saída para contornar a obesidade está na política pública e na educação.

Fonte:
veja.abril.com.br
corpoemfoco.com.br

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Fisiculturista brasileira que superou um AVC faz sucesso na Europa e revela esquema de favorecimento a atletas

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A fisiculturista Elaine Ranzatto é sinônimo de guerreira. A brasileira superou um AVC (Acidente Vascular Cerebral) em maio de 2017 que quase a fez desistir do fisiculturismo, se mudou de Angola para a Irlanda neste ano e já conquistou o primeiro lugar no Muscle Contest.

“Fui para Luanda para mostrar o que é o mundo fitness, o que é o bodybuilding propriamente dito em termos profissionais e comecei um trabalho intenso de tentativa de mudanças de hábitos na vida dos angolanos. Eles não tinham informações sobre como se alimentar, como treinar e como cuidar da saúde de forma preventiva. Consegui concluir esta missão e agora decidi ir para a Irlanda para trabalhar e estudar”, conta a loira de 39 anos.

Antes de desembarcar na capital Dublin, Elaine Ranzatto foi campeã do Arnold South Africa 2018 em Joanesburgo, na África do Sul, e ficou em terceiro lugar no 2 Bros, evento IFBB Pro Qualifying realizado em Londres, na Inglaterra, em fevereiro deste ano. Agora ela se especializou na área ao se formar nos cursos de fitness coach e de profissional coach.

A fisiculturista brasileira explica os dois motivos pelos quais ela decidiu trocar de federação. “A IFBB Elite PRO distorceu o padrão Wellness, fazendo com que as Wellness brasileiras se adequassem ao corpo das atletas europeias por elas não terem glúteos e pernas com volume e definição, mas possuírem costas e dorsais expandidos. Para criar um time de Wellness europeias, eles pegaram algumas Body Fitness e desceram para Wellness e algumas Bikinis que subiram para a classe. O resultado seria as brasileiras aumentarem costas, dorsais e ficarem ‘quase’ Body Fitness para seguir um padrão europeu. E segundo motivo é que há um boato entre atletas e treinadores que existe uma máfia entre árbitros da IFBB Elite Pro que já têm suas atletas marcadas e preferidas já com títulos comprados, algumas por serem acompanhantes na Europa. Além disso, a IFBB Elite PRO não dá oportunidade para novos atletas crescerem pois não nos deixam tentar competir em outros lugares. Ameaçam nos banir da federação se subirmos no palco de outros campeonatos”.

“Já na IFBB PRO League isso não acontece, os campeonatos são mais sérios, carregam nomes de shows como Muscle Contest, NPC, Arnold Classic e Olympia e são mais verdadeiros. A IFBB Elite PRO está perdendo atletas bons porque não investe em patrocínio e bons shows. Em contrapartida, IFBB PRO Legue não dá prêmios em dinheiro para algumas categorias e ainda não profissionalizou a categoria Wellness, que cresce absurdamente no Brasil, mas na Europa distorcem o padrão devido às europeias não terem genética brasileira. A categoria foi criada no Brasil e a promessa no Arnold Classic 2019 é de que as Wellness sejam até 2020 profissionais na PRO League”, detalha Elaine Ranzatto, que é treinada pelos coachs Charles Mário e Monika Kimura na Europa.
(Fotos: Divulgação/Equipe Elaine Ranzatto)

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Modelo Sulamita sensualiza e mostra boa forma em ensaio de lingerie

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Sulamita não precisa de muito para seduzir. Prova disso são as imagens de um ensaio sensual que ela fez recentemente, assinado pelo fotógrafa Marcos Mello. Nas fotos, compartilhadas pela fotógrafo nas redes sociais,  aparece de lingerie e em poses provocantes,  em preto e branca com estampa de flores, mostrando sua boa forma – ela veste manequim 34, graças a alimentação controlada e treinos na academia e acompanhada por uma nutricionista.


“Voltei a treinar na academia, e minha alimentação tento controlar. Costumo comer grelhados com salada, mas não me privo de comer o que tenho vontade, como uma boa massa e doce. Sei que minha genética ajuda muito”, contou ela em quando posava para o fotografo Marcos Mello.

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Musa do Santos é fotografada nua andando pelas vielas de uma comunidade em São Paulo durante ensaio para uma campanha publicitária

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Estrela de uma marca de lingerie, a modelo Larissa Franco circulou pelas vielas de uma comunidade em São Paulo vestindo apenas meia arrastão. O ensaio é para a nova campanha da marca e terá como tema “as mulheres da rua”, que retrata todas as mulheres que disputam diariamente o mercado dominado pelos homens. 

“Eu nunca tive problemas em tirar a roupa, já fiz muitos ensaios sensuais e até nu, mas esse é diferente, desafiador. A proposta da campanha me fez aceitar na hora, tendo em vista que hoje eu sou mãe e batalho para proporcionar conforto ao meu filho. Não existe ‘lugar de homem’, ‘lugar de mulher’. Estamos aqui para provar isso. Eu posso sim, colocar uma mochila nas costas, subir na moto e sair por aí fazendo entregas sem ser desrespeitada ou que digam que não estou no meu lugar”, disparou. 

Conhecida como a única Musa reconhecida pelo time do Santos, Larissa Franco está com tudo no lugar e feliz com a nova fase na vida e na carreira. 

“Muita coisa mudou. Estou mais seletiva com relação a trabalho e tenho aberto mão de propostas que possam causar algum dano emocional ao meu filho no futuro. Durante a gravidez eu pensei em parar, ficar em casa e me dedicar ao meu melhor papel, o de mãe. A maternidade me fez amadurecer emocionalmente, profissionalmente e melhorou o meu corpo também. Tudo em ordem, tudo fluindo como tem que ser”, revelou a musa do Santos. 

Fotos: MIG Produções

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